{"id":10076,"date":"2023-04-25T09:01:51","date_gmt":"2023-04-25T07:01:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/?post_type=documentaire&#038;p=10076"},"modified":"2023-04-25T09:15:04","modified_gmt":"2023-04-25T07:15:04","slug":"do-cafe-ao-acucar-o-gol-desde-as-suas-origens-ate-a-primeira-guerra-mundial","status":"publish","type":"documentaire","link":"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/pt-pt\/documentaires\/uma-sociedade-de-plantacao\/a-refinaria-de-acucar\/do-cafe-ao-acucar-o-gol-desde-as-suas-origens-ate-a-primeira-guerra-mundial\/","title":{"rendered":"Do caf\u00e9 ao a\u00e7\u00facar, o Gol desde as suas origens at\u00e9 \u00e0 Primeira Guerra Mundial"},"content":{"rendered":"<h2>Embora visitada j\u00e1 em 1646, a regi\u00e3o do Gol n\u00e3o foi ocupada de modo permanente at\u00e9 ao s\u00e9culo XVIII. Alguns indiv\u00edduos que fugiam da brutalidade do ent\u00e3o governador de La Hure, come\u00e7aram a frequentar a \u00e1rea, aproveitando a abund\u00e2ncia de ca\u00e7a. A regi\u00e3o come\u00e7ou realmente a ser povoada em 1715, quando a Companhia das \u00cdndias decidiu estabelecer uma verdadeira coloniza\u00e7\u00e3o baseada na agricultura, impondo aos seus habitantes a cultura de \u00abrenda\u00bb do cafeeiro. Os esfor\u00e7os envidados sucessivamente pelos governadores Justamond, Beauvollier de Courchant e Desforges Boucher, bem como a utiliza\u00e7\u00e3o maci\u00e7a de m\u00e3o de obra escrava, permitiram que as coisas evolu\u00edssem.<\/h2>\n<h3>Os Bouchers: a era pr\u00e9-a\u00e7ucareira do Gol<\/h3>\n<p>Depois de servir como grumete nas \u00cdndias, Desforges Boucher (1671\/1680-1725) foi contratado como auxiliar; primeiro, pelo governador de Pondicherry e, depois, pela Companhia das \u00cdndias. As suas qualidades, ou capacidades, permitiram-lhe tornar-se fiel de armaz\u00e9m em Bourbon entre 1702 e 1709 sob a autoridade do Governador De Villiers. Ao ser nomeado adjunto de Beauvollier de Courchant, foi-lhe atribu\u00edda a importante responsabilidade de promover o cultivo do cafeeiro para produzir o precioso caf\u00e9 cujo consumo aumentava em Fran\u00e7a. Para tal, a Companhia atribuiu concess\u00f5es ou ofereceu dinheiro a todos aqueles que, quer fossem funcion\u00e1rios, empregados da companhia ou simples habitantes, desejassem explorar a terra.<\/p>\n<figure id=\"attachment_8425\" aria-describedby=\"caption-attachment-8425\" style=\"width: 1299px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/01.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-8425 size-full\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/01.jpg\" alt=\"\" width=\"1299\" height=\"841\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/01.jpg 1299w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/01-300x194.jpg 300w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/01-768x497.jpg 768w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/01-1024x663.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-8425\" class=\"wp-caption-text\">A regi\u00e3o do Gol no in\u00edcio do s\u00e9culo XVIII. Pormenor do <em>Mapa da Ilha Bourbon. <\/em>Jacques Nicolas Bellin. [1763].<em><br \/><\/em>Col. Arquivos departamentais da Reuni\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>Desforges Boucher foi o primeiro a receber terrenos nesta regi\u00e3o. Obteve assim, em Saint-Louis, entre a Ravine des Cafres e a Ravine du Gol, um dom\u00ednio consider\u00e1vel de mais de 1806 hectares numa parte do qual plantou caf\u00e9. As terras em pousio come\u00e7aram a ser cultivadas gra\u00e7as \u00e0 m\u00e3o de obra escrava da propriedade criada por Desforges Boucher.<\/p>\n<p>O caf\u00e9, no entanto, n\u00e3o era o \u00fanico produto da propriedade. Por necessidade, produzia-se ali tamb\u00e9m v\u00edveres e gado, j\u00e1 que Boucher era obrigado a fornecer anualmente \u00e0 Companhia cerca de 100 libras de arroz branco e duas ovelhas, bem como impostos cobrados sobre as \u00abfrutas e vitualhas\u00bb que a propriedade gerava. Ao contr\u00e1rio do que se possa pensar, isso demonstra que, no in\u00edcio, as propriedades n\u00e3o tinham o car\u00e1ter monocultural esperado, apesar de, em 1725, Desforges Boucher ter recuperado a propriedade Maison-Rouge concedida a Sicre de Fontbrune alguns anos antes por este \u00faltimo n\u00e3o a haver podido explorar.<\/p>\n<p>No mesmo ano, morreu e os seus bens foram distribu\u00eddos entre os quatro filhos, em particular os dois filhos var\u00f5es, Marie\u2212Antoine (1715-1790) e Jacques Desforges Boucher. Jacques administrou as propriedades ao passo que o irm\u00e3o, Marie\u2212Antoine, enveredou por uma carreira militar.<\/p>\n<p>Apenas uma pequena parte da propriedade desmatada (4,26 %) foi efetivamente explorada na altura, embora lhe tenha sido atribu\u00edda um grande n\u00famero de escravos (174). A propriedade, dividida em duas partes, a \u00abpropriedade de cima\u00bb e a \u00abpropriedade de baixo\u00bb, continha 16 000 cafeeiros, sendo as restantes terras cultiv\u00e1veis dedicadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de g\u00e9neros aliment\u00edcios (arroz, trigo etc.). As condi\u00e7\u00f5es de cultivo eram dif\u00edceis e as ferramentas, al\u00e9m de rudimentares, escasseavam. No Gol, havia apenas uma m\u00f3, um pil\u00e3o com cinco almofarizes para o caf\u00e9, sete machados, seis picaretas, uma serra de arma\u00e7\u00e3o, um serrote de m\u00e3o, dois martelos de ferro, uma broca e uma tenaz. Ocupada por uma numerosa popula\u00e7\u00e3o escrava, a propriedade Boucher representava a zona mais densamente povoada de Saint-Louis.<\/p>\n<p>Admitido no corpo de engenheiros do Rei em 1740, Marie-Antoine Desforges Boucher retornou a Bourbon para a\u00ed servir a Companhia das \u00cdndias como engenheiro chefe. Al\u00e9m de economicamente abastado era politicamente poderoso e, para simbolizar esse feito, mandou construir uma mans\u00e3o grandiosa em 1747, posteriormente imortalizada por Antoine Roussin numa das suas litografias.<\/p>\n<figure id=\"attachment_8428\" aria-describedby=\"caption-attachment-8428\" style=\"width: 983px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/1984.07.04.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-8428 size-full\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/1984.07.04.jpg\" alt=\"\" width=\"983\" height=\"626\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/1984.07.04.jpg 983w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/1984.07.04-300x191.jpg 300w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/1984.07.04-768x489.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-8428\" class=\"wp-caption-text\">\u00c1lbum da Reuni\u00e3o. Ch\u00e2teau du Gol, distrito de Saint-Louis. Louis Antoine Roussin. 1881. Litografia. <br \/>Cole\u00e7\u00e3o Museu L\u00e9on Dierx<\/figcaption><\/figure>\n<p>Em 1755, Jacques vendeu a sua parte ao irm\u00e3o Marie-Antoine que, tendo ocupado o cargo de governador interino em 1757 na aus\u00eancia de Bouvet de Lozier, chegou a governador de \u00cele de France de 1761 a 1766 e, em seguida, assumiu a administra\u00e7\u00e3o de Bourbon em 1767. Depois de ter exercido uma carreira administrativa agitada e de ter posto os seus neg\u00f3cios a render, em 1783, Marie-Antoine Desforges Boucher decidiu deixar Bourbon para se estabelecer em Lorient, onde, na sua opini\u00e3o, a vida seria certamente mais emocionante. No ano seguinte, a propriedade foi vendida aos abastados Joseph Jean-Baptiste de Lestrac (ca. 1736-1814) e Antoine Fran\u00e7ois Marie Pascalis (que foi presidente da c\u00e2mara de Saint\u2212Louis em 1791), ambos residentes de Bourbon.<\/p>\n<p>Contando com o trabalho de 206 escravos e um total de \u00abduzentos animais com cornos, cem ovelhas, cinquenta porcos\u00bb, a propriedade cresceu, contrastando em opul\u00eancia com a popula\u00e7\u00e3o vizinha, descrita como uma das mais pobres da col\u00f3nia. Para adquirir a metade indivisa da propriedade, Pascalis teve de contrair um empr\u00e9stimo junto de Jean-Valfroy Deheaulme (1748-1819) e Sieur De Saint-Aubin. Nos finais do s\u00e9culo XVIII, a situa\u00e7\u00e3o complica-se e, numa \u00e9poca pouco prop\u00edcia aos neg\u00f3cios no contexto dos acontecimentos revolucion\u00e1rios, a propriedade come\u00e7ou a ser desmembrada.<\/p>\n<p>Provavelmente incapaz de cumprir os seus pagamentos, Joseph Jean-Baptiste de Lestrac vendeu a sua metade ao credor, Pierre de Saint-Aubin, um propriet\u00e1rio e comerciante rico que tamb\u00e9m tinha neg\u00f3cios na ilha irm\u00e3 (uma tinturaria de \u00edndigo e uma f\u00e1brica de a\u00e7\u00facar em Petite Rivi\u00e8re).<\/p>\n<p>Em 1795, Pierre de Saint-Aubin deixou-a aos seus herdeiros que, por sua vez, a venderam em 1799 aos not\u00e1veis mauricianos (propriet\u00e1rios de terras e comerciantes) Jean-Baptiste (1797-1879), Antoine (1802-1863) e Philippe (1786-1853) Couve. A outra metade, ainda n\u00e3o dividida, permaneceu nas m\u00e3os de Antoine-Fran\u00e7ois Marie Pascalis. O destino das duas grandes parcelas da propriedade separou-se em 1801 numa partilha que acabou com a indivis\u00e3o. Optando pela parte sul da propriedade, os irm\u00e3os Couve obtiveram um pouco mais de metade da terra (16\/30) e 148 escravos, a ent\u00e3o chamada \u00abpropriedade de cima\u00bb, que viria a ser a propriedade do Gol propriamente dita. Pascalis obteve a parte norte, a chamada \u00abpropriedade de baixo\u00bb, onde se estabeleceu a antiga resid\u00eancia dos Boucher, uma parte de cujo territ\u00f3rio se tornaria a propriedade do Ch\u00e2teau. Pascalis, que residia no Gol, obteve permiss\u00e3o da fam\u00edlia Couve para administrar toda a propriedade, onde ainda n\u00e3o existia a refinaria de a\u00e7\u00facar.<\/p>\n<p>Em 1817, insatisfeitos com as contas a cargo de Pascalis, dois dos irm\u00e3os Couve decidiram vender as suas a\u00e7\u00f5es a Auguste Blaise de Maisonneuve, Henry Marie Sala\u00fcn de Kerbalanec e ao irm\u00e3o, Jean-Baptiste Couve de Murville. A propriedade do Ch\u00e2teau, entretanto, tamb\u00e9m foi alterada, passando para os herdeiros de Pascalis que, ao n\u00e3o honrarem um empr\u00e9stimo contra\u00eddo pelo pai, se viram obrigados a vend\u00ea-la a Jean-Valfroy Deheaulme. \u00c9 deste per\u00edodo que data o in\u00edcio da produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar na plan\u00edcie do Gol.<\/p>\n<h3>O Gol do a\u00e7\u00facar: da fragmenta\u00e7\u00e3o ao reagrupamento fundi\u00e1rio<\/h3>\n<p>As guerras da Revolu\u00e7\u00e3o e do Imp\u00e9rio, que decorreram entre finais do s\u00e9culo XVIII e in\u00edcios do s\u00e9culo XX, perturbaram as rela\u00e7\u00f5es entre a Metr\u00f3pole e as col\u00f3nias. Neste amplo contexto, a Fran\u00e7a perdeu duas das suas principais ilhas a\u00e7ucareiras. Enquanto Saint-Domingue foi retirada do dom\u00ednio colonial em 1806 na sequ\u00eancia de uma revolta de escravos, a antiga \u00cele de France foi conquistada pela Inglaterra em 1810. O fim das guerras e a restitui\u00e7\u00e3o de Bourbon \u00e0 Fran\u00e7a, em 1815, marcaram o in\u00edcio da ind\u00fastria a\u00e7ucareira na ilha. H\u00e1 muito reduzida \u00e0 sua atividade agr\u00edcola, Bourbon rapidamente se tornou uma terra industrial e passou por uma verdadeira loucura a\u00e7ucareira que n\u00e3o pouparia os propriet\u00e1rios do Gol.<\/p>\n<figure id=\"attachment_8431\" aria-describedby=\"caption-attachment-8431\" style=\"width: 1299px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/03.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"taille-initiale wp-image-8431 size-full\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/03.jpg\" alt=\"\" width=\"1299\" height=\"1659\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/03.jpg 1299w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/03-235x300.jpg 235w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/03-768x981.jpg 768w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/03-802x1024.jpg 802w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-8431\" class=\"wp-caption-text\">A primeira planta conhecida da propriedade resultante da divis\u00e3o de 1801. <br \/>Col. Arquivos departamentais da Reuni\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>Foi neste contexto extremamente favor\u00e1vel que Jean-Valfroy Dehaulme (1748-1819) e Jean-Baptiste Couve solicitaram concess\u00f5es de \u00e1gua \u00e0 administra\u00e7\u00e3o colonial em 1816 e 1817 a fim de alimentar os moinhos das f\u00e1bricas que cada um criaria nas respetivas propriedades. A primeira f\u00e1brica de a\u00e7\u00facar na plan\u00edcie do Gol foi criada por Jean-Valfroy Dehaulme nas imedia\u00e7\u00f5es da atual Ponte de Mathurin. Por raz\u00f5es que ainda permanecem por esclarecer, Deheaulme cedeu quase imediatamente o estabelecimento e terrenos anexos ao Sieur Pinard. Retirada \u00e0 propriedade \u00abde baixo\u00bb, essa parte passou para as m\u00e3os de Louis Gervil Ady em 1827 e, mais tarde, em 1930, de Joachim e Ana\u00efs Ferr\u00e8re-Gautier. \u00c9mile Laisn\u00e9, que a adquiriu em 1837, viu-se obrigado a retroceder a propriedade \u00e0 fam\u00edlia Ferr\u00e8re-Gautier em 1839, que passou a denomin\u00e1-la propriedade Gautier.<\/p>\n<p>O terreno restante da propriedade \u00abde baixo\u00bb, onde se situava o Ch\u00e2teau du Gol, permaneceu na posse de Jean-Valfroy Deheaulme at\u00e9 \u00e0 sua morte, em 1819, passando para o filho, Valfroy Deheaulme (1782-1854) e o genro, Laurent Philippe Robin (1760-1832), que a\u00ed constru\u00edram uma refinaria de a\u00e7\u00facar, cronologicamente, o terceiro estabelecimento a\u00e7ucareiro na plan\u00edcie do Gol.<\/p>\n<p>A segunda f\u00e1brica de a\u00e7\u00facar (o Gol propriamente dito) foi criada em 1817 por Auguste Blaise de Maisonneuve (1786-1818), Henry Marie Sala\u00fcn de Kerbalanec (1750-1832) e Jean-Baptiste Couve de Murville. Auguste Blaise de Maisonneuve faleceu no ano seguinte.<\/p>\n<figure id=\"attachment_8434\" aria-describedby=\"caption-attachment-8434\" style=\"width: 1243px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/04.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-8434 size-full\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/04.jpg\" alt=\"\" width=\"1243\" height=\"916\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/04.jpg 1243w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/04-300x221.jpg 300w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/04-768x566.jpg 768w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/04-1024x755.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-8434\" class=\"wp-caption-text\">A regi\u00e3o do Gol, por volta de 1818. Pormenor do <em>Mapa da Ilha Bourbon<\/em>, desenhado por Sieur Selhausen. 1818. <br \/>Col. Biblioteca Nacional de Fran\u00e7a<\/figcaption><\/figure>\n<p>Jean-Fran\u00e7ois Placide Fortun\u00e9 Chabrier nasceu em L\u00e9zat sur l\u00e8ze, em Ari\u00e8ge, em 1791. Oriundo de uma modesta fam\u00edlia cat\u00f3lica, tornou-se comerciante e chegou a Bourbon em 1817, onde casou imediatamente com Louise Robin (1800-1832), filha de Laurent Philippe Robin. Foi assim que entrou para o grupo dos not\u00e1veis de Bourbon e se familiarizou com o neg\u00f3cio do a\u00e7\u00facar. Em 1824, comprou a propriedade do Gol aos mauricianos, tornando-se empres\u00e1rio a\u00e7ucareiro. Nesse mesmo ano, e para reduzir os riscos financeiros, vendeu metade das suas parcelas a Joseph Thomas Couve (1788-1853), irm\u00e3o de Jean-Baptiste Couve, antigo propriet\u00e1rio do Gol.<\/p>\n<p>Em virtude de \u00abdificuldades\u00bb entre os dois indiv\u00edduos, foi instaurado um processo judicial que culminou na dissolu\u00e7\u00e3o da sociedade em 1825 com a aquisi\u00e7\u00e3o de toda a propriedade do Gol por Chabrier. Apesar de uma curta associa\u00e7\u00e3o a Th\u00e9odore Deshayes, tamb\u00e9m ele propriet\u00e1rio de Pierrefonds, a propriedade permaneceu na fam\u00edlia at\u00e9 1905. Da\u00ed em diante, Chabrier, um homem de neg\u00f3cios astuto que soube aproveitar as oportunidades, come\u00e7ou a reconstruir a propriedade originalmente concedida a Desforges Boucher.<\/p>\n<p>Em 1831, 316 escravos trabalhavam para o produtor de a\u00e7\u00facar que, em 1834, adquiriu o Ch\u00e2teau du Gol perfazendo j\u00e1 522 ha de terra cultivada: 251,5 ha com cana-de-a\u00e7\u00facar, 7,5 ha com caf\u00e9, 2,5 ha com cravo-da-\u00edndia, 7,5 ha com mandioca e o resto com diversas culturas principalmente alimentares ou em pousio. As duas propriedades juntas continham um total de 497\u00a0escravos. Em 1840, Chabrier comprou a propriedade Gautier correspondente \u00e0 parte superior da antiga \u00abpropriedade de baixo\u00bb, reunindo quase toda a propriedade do Gol e tendo a cargo quatro refinarias de a\u00e7\u00facar (Gol, Gautier, Ch\u00e2teau e Bellevue, por ele criada por volta de 1834).<\/p>\n<figure id=\"attachment_8449\" aria-describedby=\"caption-attachment-8449\" style=\"width: 974px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/ME_2020_1_1_33.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-8449 size-full\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/ME_2020_1_1_33.jpg\" alt=\"\" width=\"974\" height=\"650\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/ME_2020_1_1_33.jpg 974w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/ME_2020_1_1_33-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/ME_2020_1_1_33-768x513.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-8449\" class=\"wp-caption-text\">St Louis. Refinaria Chabrier. Fotografia. <br \/>Col. Museu L\u00e9on Dierx, Acervo Jean-Fran\u00e7ois Hibon de Frohen (1947- )<\/figcaption><\/figure>\n<p>Nessa altura, 571 escravos trabalhavam nas v\u00e1rias propriedades do dom\u00ednio. A partir de 1840, o n\u00famero de escravos ultrapassava as 600 unidades, atingindo 660 em 1848. Os homens eram sempre mais numerosos do que as mulheres, chegando a representar entre 59 % e 68 % da popula\u00e7\u00e3o escrava. Gra\u00e7as \u00e0s suas aquisi\u00e7\u00f5es, Chabrier tornou-se um dos industriais mais poderosos e influentes da col\u00f3nia, possuindo o maior dom\u00ednio fundi\u00e1rio com um s\u00f3 propriet\u00e1rio da ilha. A compra de enclaves a Mondon Lory, Eug\u00e8ne Reilhac e Fran\u00e7ois R\u00e9gi viria completar a sua obra fundi\u00e1ria.<\/p>\n<p>Durante o mesmo per\u00edodo, a expans\u00e3o do cultivo da cana-de-a\u00e7\u00facar e as necessidades industriais provocaram um aumento no consumo de \u00e1gua. A partir de 1844, a propriedade do Gol consumia, para as suas necessidades agr\u00edcolas, industriais e dom\u00e9sticas, metade da \u00e1gua concedida a Saint-Louis, ultrapassando o munic\u00edpio, o produtor de a\u00e7\u00facar Le Coat de Kerv\u00e9guen e outros pequenos concession\u00e1rios. Dada a extens\u00e3o dos terrenos cultivados com cana-de-a\u00e7\u00facar, Chabrier ocupou parte da lagoa onde, devido \u00e0 atividade industrial e tal como tantas outras, a f\u00e1brica do Gol descarregava, campanha ap\u00f3s campanha, os res\u00edduos da sua produ\u00e7\u00e3o, prejudicando o meio ambiente e levando a que os habitantes locais se queixassem.<\/p>\n<figure id=\"attachment_8464\" aria-describedby=\"caption-attachment-8464\" style=\"width: 1000px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/2016.6.1-1.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-8464 size-full\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/2016.6.1-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"608\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/2016.6.1-1.jpg 1000w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/2016.6.1-1-300x182.jpg 300w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/2016.6.1-1-768x467.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-8464\" class=\"wp-caption-text\">\u00c1lbum de \u00cele Bourbon. Aqueduc-Chabrier, em Ravine du Gol. Bairro de Saint-Louis. <br \/>Hubert Clerget; Adolphe d&#8217;Hastrel. 1848. Litografia. <br \/>Col. Museu L\u00e9on Dierx<\/figcaption><\/figure>\n<p>Os poucos turistas da \u00e9poca ficavam surpreendidos com a dimens\u00e3o da f\u00e1brica de Chabrier, como foi o caso de Th\u00e9odore Pavie que, no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1840, se referiu ao \u00abcolossal estabelecimento do Gol, que deve englobar todas as f\u00e1bricas de a\u00e7\u00facar do cant\u00e3o\u00bb. Beneficiando do excelente clima econ\u00f3mico dos anos 1850-1860, a propriedade era pr\u00f3spera, e Jean-Fran\u00e7ois Fortun\u00e9 Chabrier enriqueceu consideravelmente. Como muitos empres\u00e1rios da Reuni\u00e3o que tinham de defender os seus interesses fora do \u00e2mbito insular e a\u00e7ucareiro, nem sempre residia na col\u00f3nia, viajando regularmente para a metr\u00f3pole em neg\u00f3cios. Ia especialmente para Paris, onde tinha apartamentos, para desfrutar da vida social, \u00e0 semelhan\u00e7a de outros membros proeminentes da burguesia da \u00e9poca. Entretanto, cada vez menos habitado, o Ch\u00e2teau du Gol j\u00e1 parecia ter sido abandonado.<\/p>\n<figure id=\"attachment_8437\" aria-describedby=\"caption-attachment-8437\" style=\"width: 1299px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/06.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-8437 size-full\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/06.jpg\" alt=\"\" width=\"1299\" height=\"823\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/06.jpg 1299w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/06-300x190.jpg 300w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/06-768x487.jpg 768w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/06-1024x649.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-8437\" class=\"wp-caption-text\">Ch\u00e2teau du Gol. 1860-1861. Fotografia. <br \/>Col. Arquivos nacionais do ultramar<\/figcaption><\/figure>\n<p>Quando morreu, em dezembro de 1851 em Paris, Jean-Fran\u00e7ois Fortun\u00e9 Chabrier deixou aos sete filhos, Laurence, Nanette, Ernest, Fortun\u00e9, Mathilde, Louis e Valfroy-Edouard, todos estabelecidos na metr\u00f3pole, um importante patrim\u00f3nio fundi\u00e1rio e industrial que n\u00e3o parece ter sofrido com a transi\u00e7\u00e3o para o sistema de contrata\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra. At\u00e9 finais do s\u00e9culo XIX, o n\u00famero de trabalhadores do Gol cresceu exponencialmente: 598 em 1857, 662 em 1858, 688 em 1859, 716 em 1860 e 714 em 1900. A estes, acresciam cerca de 40 colonos a explorar mais cana-de-a\u00e7\u00facar em parcelas nas margens da propriedade. Os contratados, divididos entre o Ch\u00e2teau, Bellevue e o pr\u00f3prio Gol, eram alojados em campos compostos por <em>long\u00e8res<\/em><span class=\"NOTE_MARKER\" rel=\"0.28147353499131333\" aria-label=\"Na arquitetura rural francesa, as long\u00e8res eram edif\u00edcios baixos, estreitos e longos onde geralmente viviam camponeses e artes\u00e3os. (N. da T.)\">&nbsp;<\/span> e cubatas, onde cultivavam v\u00edveres e criavam algumas cabe\u00e7as de gado sobretudo para a sua subsist\u00eancia. Na v\u00e9spera da Primeira Guerra Mundial, a propriedade ainda contava com 322 trabalhadores principalmente dedicados ao trabalho no campo, em geral, na cana-de-a\u00e7\u00facar, embora ainda mantivessem uma pequena planta\u00e7\u00e3o de caf\u00e9 e uma pequena planta\u00e7\u00e3o de cravo-da-\u00cdndia remanescentes da atividade inicial como culturas especulativas na parte superior da propriedade.<\/p>\n<p><figure id=\"attachment_8440\" aria-describedby=\"caption-attachment-8440\" style=\"width: 1131px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/ME_2020_1_8_34.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-8440 size-full\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/ME_2020_1_8_34.jpg\" alt=\"\" width=\"1131\" height=\"780\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/ME_2020_1_8_34.jpg 1131w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/ME_2020_1_8_34-300x207.jpg 300w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/ME_2020_1_8_34-768x530.jpg 768w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/ME_2020_1_8_34-1024x706.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-8440\" class=\"wp-caption-text\">Campo dos trabalhadores contratados no Gol (St Louis). Henri Georgi. [1879-1890]. Fotografia. <br \/>Cole\u00e7\u00e3o privada de Jean-Fran\u00e7ois Hibon de Frohen (1947- )<\/figcaption><\/figure>Nos finais do s\u00e9culo XIX, os propriet\u00e1rios decidiram concentrar o cultivo da cana-de-a\u00e7\u00facar nas \u00e1reas mais f\u00e9rteis. As f\u00e1bricas de Ch\u00e2teau e Bellevue foram encerradas em prol da \u00fanica refinaria de a\u00e7\u00facar do Gol, posto que a f\u00e1brica Gautier, criada por Deheaulme em 1816, tinha cessado as suas atividades por volta de 1840.<\/p>\n<p>A crise, por\u00e9m, parece ter deixado a sua marca em tr\u00eas dos sete herdeiros de Chabrier estabelecidos longe das suas terras que, em 1881, cederam as suas a\u00e7\u00f5es em troca de uma indeminiza\u00e7\u00e3o financeira. Nesse mesmo ano, foi criada uma empresa para explorar as propriedades daqueles que tinham conservado os seus interesses, sendo a gest\u00e3o estatut\u00e1ria confiada a Louis Chabrier. Em 1893, a composi\u00e7\u00e3o dos acionistas mudou ligeiramente: os herdeiros ainda detinham a maioria das a\u00e7\u00f5es, 97 %, mas L\u00e9on Colson juntou-se \u00e0 empresa como novo acionista. Engenheiro de forma\u00e7\u00e3o e antigo aluno da Ecole Polytechnique, Colson foi diretor da Companhia dos Caminhos de Ferro da Reuni\u00e3o e, mais tarde, Presidente da C\u00e2mara da Agricultura. Tendo decerto conhecido os Chabriers em Paris, nomeadamente, Ernest, nos c\u00edrculos restritos das grandes universidades da capital, foi nomeado gerente estatut\u00e1rio das explora\u00e7\u00f5es de a\u00e7\u00facar que passaram a chamar-se Colson et Cie.<\/p>\n<figure id=\"attachment_8446\" aria-describedby=\"caption-attachment-8446\" style=\"width: 991px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/ME_2020_1_42_10_1.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-8446 size-full\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/ME_2020_1_42_10_1.jpg\" alt=\"\" width=\"991\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/ME_2020_1_42_10_1.jpg 991w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/ME_2020_1_42_10_1-300x227.jpg 300w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/ME_2020_1_42_10_1-768x581.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-8446\" class=\"wp-caption-text\">Fam\u00edlia Colson e Bidel ao p\u00e9 de um baniano (Gol). Gaston Bidel. 1902-1906. Fotografia. <br \/>Col. Museu L\u00e9on Dierx, Acervo Jean-Fran\u00e7ois Hibon de Frohen (1947- )<\/figcaption><\/figure>\n<p>Por raz\u00f5es desconhecidas, esta sociedade foi dissolvida a pedido dos herdeiros de Chabrier em 1904. A propriedade foi vendida numa s\u00f3 parcela no ano seguinte a Robert le Coat de Kerv\u00e9guen por 900 000 Fr. O fabricante de a\u00e7\u00facar manteve-a durante cerca de 15 anos, durante os quais, a f\u00e1brica foi refor\u00e7ada para absorver a cana da propriedade Cocos (encerrada em 1905). O Gol tornou-se, assim, o estabelecimento mais poderoso da col\u00f3nia, com uma capacidade de processamento de 850 toneladas de cana por dia.<\/p>\n<figure id=\"attachment_8452\" aria-describedby=\"caption-attachment-8452\" style=\"width: 1100px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/ME_2020_1_38_9.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-8452 size-full\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/ME_2020_1_38_9.jpg\" alt=\"\" width=\"1100\" height=\"806\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/ME_2020_1_38_9.jpg 1100w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/ME_2020_1_38_9-300x220.jpg 300w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/ME_2020_1_38_9-768x563.jpg 768w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/ME_2020_1_38_9-1024x750.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-8452\" class=\"wp-caption-text\">Refinaria do Gol, Saint-Louis. An\u00f3nimo. Por volta de 1880. Fotografia. <br \/>Col. Museu L\u00e9on Dierx, Acervo Jean-Fran\u00e7ois Hibon de Frohen (1947-<\/figcaption><\/figure>\n<p>Em 1920, na sequ\u00eancia de problemas pol\u00edticos e familiares, Robert Le Coat de Kerv\u00e9guen vendeu todos os seus bens e propriedades a uma empresa das Maur\u00edcias, a <em>Compagnie Fonci\u00e8re de Maurice-R\u00e9union Limited<\/em>, por 12 milh\u00f5es de francos, num momento em que o neg\u00f3cio, beneficiando dos elevados pre\u00e7os do a\u00e7\u00facar, funcionava a todo o vapor.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":8463,"parent":8566,"menu_order":30,"template":"","class_list":["post-10076","documentaire","type-documentaire","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/documentaire\/10076","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/documentaire"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/documentaire"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/documentaire\/8566"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8463"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10076"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}