{"id":16553,"date":"2026-05-26T11:45:32","date_gmt":"2026-05-26T07:45:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/?post_type=documentaire&#038;p=16553"},"modified":"2026-05-26T11:45:33","modified_gmt":"2026-05-26T07:45:33","slug":"os-pilares-da-domesticidade-numa-casa-de-plantador-hierarquia-organizacao-e-representacoes-visuais","status":"publish","type":"documentaire","link":"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/pt-pt\/documentaires\/a-escravatura\/condicao-e-vida-quotidiana-do-escravo\/os-pilares-da-domesticidade-numa-casa-de-plantador-hierarquia-organizacao-e-representacoes-visuais\/","title":{"rendered":"Os pilares da domesticidade numa casa de plantador. Hierarquia, organiza\u00e7\u00e3o e representa\u00e7\u00f5es visuais"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Todos os cronistas da \u00e9poca s\u00e3o un\u00e2nimes em afirmar que a resid\u00eancia Desbassayns de Saint-Gilles era um local de grande prest\u00edgio onde o casal recebia os h\u00f3spedes de passagem \u2014 e todos aqueles que contavam socialmente \u2014 com pompa e eleg\u00e2ncia. Qualquer visitante importante da \u00e9poca aspirava a ser convidado e recebido nessa casa. Com a morte de Henry-Paulin em 1800, este h\u00e1bito, quase institucionalizado, prosseguiu sob a \u00e9gide da vi\u00fava, Ombline, e do filho Charles a partir da d\u00e9cada de 1820.<\/h2>\n\n\n\n<p>Na altura, receber convidados constitu\u00eda uma manifesta\u00e7\u00e3o de civilidade atrav\u00e9s da boa conduta, do protocolo, dos servi\u00e7os \u00e0 mesa e dos rituais p\u00f3s-refei\u00e7\u00e3o. Receber \u00e0s refei\u00e7\u00f5es era uma das pr\u00e1ticas aristocr\u00e1ticas mais refinadas, mas tamb\u00e9m uma das mais codificadas.<br>Nesta sociedade de plantadores, era um pretexto para ostentar poder e riqueza, por\u00e9m sem obsequiosidade nem excessos, atrav\u00e9s de uma apar\u00eancia material representada pelo mobili\u00e1rio, a lou\u00e7a, a roupa de mesa, a diversidade e a qualidade dos pratos, bem como pelos servi\u00e7os a eles associados, onde a servid\u00e3o dom\u00e9stica constitu\u00eda uma das pe\u00e7as essenciais para o bom funcionamento de uma propriedade rural insular.<br>O paradoxo n\u00e3o reside nesta situa\u00e7\u00e3o \u2014 considerada normal na \u00e9poca \u2014 mas na relativa invisibilidade da multid\u00e3o de escravos dom\u00e9sticos. No entanto, os visitantes ficavam estupefactos com o n\u00famero de escravos que l\u00e1 trabalhavam, figuras invisibilizadas e consideradas insignificantes. Nenhum coment\u00e1rio espec\u00edfico assinala qualquer contratempo neste encadeamento de a\u00e7\u00f5es programado, onde tudo parece bem ensaiado e perfeitamente organizado.<\/p>\n\n\n\n<p>Primeiramente, conv\u00e9m notar um facto bastante marcante, pr\u00f3prio da arquitetura colonial local. A disposi\u00e7\u00e3o da planta da mans\u00e3o n\u00e3o foi concebida a pensar na servid\u00e3o dom\u00e9stica. Com efeito, n\u00e3o existe qualquer ordena\u00e7\u00e3o espec\u00edfica que permita um percurso paralelo, corredores ou passagens de distribui\u00e7\u00e3o (sempre dif\u00edceis de iluminar), entradas de servi\u00e7o escondidas, etc.<br>Em segundo lugar, tal como os empregados dom\u00e9sticos, a domesticidade servil era gerida de acordo com uma estrutura hier\u00e1rquica e c\u00f3digos bem definidos.<br>Vejamos, ent\u00e3o, como se organizava esta domesticidade. Sob o Antigo Regime, tendo em conta a import\u00e2ncia atribu\u00edda \u00e0 distin\u00e7\u00e3o entre grupos sociais e \u00e0 fixa\u00e7\u00e3o das posi\u00e7\u00f5es do indiv\u00edduo, qualquer fam\u00edlia abastada, ou pelo menos desafogada, devia ter criadagem em que se distinguiam v\u00e1rias classes de servos. Em primeiro lugar, o pessoal dom\u00e9stico intelectual, que reunia secret\u00e1rios, intendentes, precetores, capel\u00e3es\u2026 e que compunha o que se pode chamar de alta domesticidade. De seguida, o pessoal dom\u00e9stico da casa, como as camareiras e os criados de quarto, que se ocupavam apenas do bem-estar de uma pessoa, partilhando a sua intimidade. Depois, a ama, cujo papel era especial. Por fim, os servos de manuten\u00e7\u00e3o e servi\u00e7o, a classe mais numerosa, com a coorte de cozinheiros, os criados de sala (equivalente masculino da criada, ou pessoa que faz de tudo), lavadeiros e lavadeiras, e todas as pessoas ligadas \u00e0s atividades manuais de servi\u00e7o.<br>A rela\u00e7\u00e3o senhor\/servo era simultaneamente uma rela\u00e7\u00e3o de poder, de comando\/obedi\u00eancia, de prote\u00e7\u00e3o\/fidelidade, bem como de servi\u00e7o e de trabalho, na medida em que implicava a prontid\u00e3o do servo relativamente ao senhor, no sentido de realizar qualquer tarefa, e n\u00e3o somente uma tarefa definida.<br>A domesticidade funcionava, assim, como uma pequena empresa, com os seus chefes, subchefes, executantes e estagi\u00e1rios (muitas vezes crian\u00e7as com idades entre os 7 e os 10 anos) a quem eram confiadas tarefas ingratas ou repulsivas.<br>No topo das categorias, encontravam-se os empregados (administrador, dama de companhia e governanta) que n\u00e3o faziam parte da classe social dos trabalhadores e n\u00e3o eram considerados pessoal dom\u00e9stico.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois, colocados diretamente sob a autoridade do dono ou da dona da casa, vinham o criado e\/ou a criada de quarto e a ama. Eram, de facto, empregados dom\u00e9sticos, mas estavam ao servi\u00e7o pessoal dos senhores e deles recebiam ordens diretas, mantendo-se, contudo, em regra geral, sob a autoridade do mordomo ou do intendente.<\/p>\n\n\n\n<p>A casa de um grande senhor era, portanto, gerida por um intendente (tamb\u00e9m chamado de mordomo). A sua fun\u00e7\u00e3o consistia em supervisionar o abastecimento de alimentos, a prepara\u00e7\u00e3o e o servi\u00e7o das refei\u00e7\u00f5es, a boa gest\u00e3o da casa em geral, bem como a log\u00edstica das desloca\u00e7\u00f5es dos senhores. Era a autoridade suprema do servi\u00e7o dom\u00e9stico da casa. Segundo a Enciclop\u00e9dia de Diderot e d\u2019Alembert, a palavra <em>majordomo <\/em>(do latim <em>major<\/em>, o mais alto, e <em>domus<\/em>, a casa) \u00e9 um termo italiano, em voga desde meados do s\u00e9culo XVIII, para designar o mordomo ou o intendente, o criado de mais alta patente da domesticidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Era o mordomo que geria os servi\u00e7os de cozinha e as pessoas a eles associadas. Ocupava-se do abastecimento e negociava com os fornecedores: padaria, talho, charcutaria (bacon, salsichas, <em>andouilles<\/em>, banha), mercearia (a\u00e7\u00facar, especiarias, velas, tochas, azeite); devia ser conhecedor de vinhos, legumes, sobremesas, frutas e compotas para os comprar e servir de acordo com a \u00e9poca e as esta\u00e7\u00f5es do ano. Cuidava tamb\u00e9m do sal, da pimenta, da noz-moscada, da canela, do a\u00e7\u00facar, etc., que distribu\u00eda de acordo com as necessidades da cozinha e da copa. Organizava, igualmente, os servi\u00e7os das diferentes refei\u00e7\u00f5es, elaborando um plano de mesa para visualizar antecipadamente a disposi\u00e7\u00e3o dos pratos, em que a forma, o tamanho e o conte\u00fado dos mesmos eram tidos em conta para a harmonia da mesa.<\/p>\n\n\n\n<p>Cocheiros, palafreneiros e mo\u00e7os de estrebaria, por um lado, e criados de sala (divididos em v\u00e1rias categorias) de acordo com a import\u00e2ncia da casa, por outro, encontravam-se igualmente sob a autoridade do mordomo. Da mesma forma, o chefe de cozinha, os cozinheiros, os cozinheiros especializados, os ajudantes de cozinha, e as empregadas dom\u00e9sticas, as lavadeiras, bem como todas as outras tarefas dom\u00e9sticas relacionadas com a roupa de casa, tamb\u00e9m eram da sua responsabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Henry Paulin Panon Desbassayns dispunha de um mordomo, chamado Manuel, \u00ab<em>um malabar<\/em> (sic) <em>de 45 anos<\/em>\u00bb (fig. 1). Provavelmente n\u00e3o se ocupava do abastecimento de vinhos e bebidas espirituosas, mas detinha as chaves dos armaz\u00e9ns e das caves. Nisto, Henry Paulin retoma ou inspira-se provavelmente nos costumes que conheceu na \u00cdndia. Por outro lado, uma propriedade local vivia em autarcia e todos os alimentos eram produzidos in loco, anulando de facto as fun\u00e7\u00f5es de comprador ligadas ao seu cargo, mas n\u00e3o as de conhecedor dos produtos alimentares (carnes, legumes, frutas\u2026) e de gest\u00e3o dos escravos encarregados da cria\u00e7\u00e3o e das culturas de produtos alimentares.<\/p>\n\n\n\n<figure data-wp-context=\"{&quot;imageId&quot;:&quot;6a15e3987881f&quot;}\" data-wp-interactive=\"core\/image\" class=\"wp-block-image size-full wp-lightbox-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"689\" height=\"1058\" data-wp-class--hide=\"state.isContentHidden\" data-wp-class--show=\"state.isContentVisible\" data-wp-init=\"callbacks.setButtonStyles\" data-wp-on-async--click=\"actions.showLightbox\" data-wp-on-async--load=\"callbacks.setButtonStyles\" data-wp-on-async-window--resize=\"callbacks.setButtonStyles\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/majordome.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16337\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/majordome.jpg 689w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/majordome-195x300.jpg 195w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/majordome-667x1024.jpg 667w\" sizes=\"auto, (max-width: 689px) 100vw, 689px\" \/><button\n\t\t\tclass=\"lightbox-trigger\"\n\t\t\ttype=\"button\"\n\t\t\taria-haspopup=\"dialog\"\n\t\t\taria-label=\"Ampliar\"\n\t\t\tdata-wp-init=\"callbacks.initTriggerButton\"\n\t\t\tdata-wp-on-async--click=\"actions.showLightbox\"\n\t\t\tdata-wp-style--right=\"state.imageButtonRight\"\n\t\t\tdata-wp-style--top=\"state.imageButtonTop\"\n\t\t>\n\t\t\t<svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"12\" height=\"12\" fill=\"none\" viewBox=\"0 0 12 12\">\n\t\t\t\t<path fill=\"#fff\" d=\"M2 0a2 2 0 0 0-2 2v2h1.5V2a.5.5 0 0 1 .5-.5h2V0H2Zm2 10.5H2a.5.5 0 0 1-.5-.5V8H0v2a2 2 0 0 0 2 2h2v-1.5ZM8 12v-1.5h2a.5.5 0 0 0 .5-.5V8H12v2a2 2 0 0 1-2 2H8Zm2-12a2 2 0 0 1 2 2v2h-1.5V2a.5.5 0 0 0-.5-.5H8V0h2Z\" \/>\n\t\t\t<\/svg>\n\t\t<\/button><figcaption class=\"wp-element-caption\">Fig. 1 \u2013 Mordomo indiano. An\u00f3nimo, (Company painting). Aquarela e guache sobre papel. Madras, por volta de 1800.<br>(Antiga cole\u00e7\u00e3o C.T., Londres)<br><em>As Company Paintings s\u00e3o pinturas realizadas nos s\u00e9culos XVIII e XIX por artistas indianos para os brit\u00e2nicos e, por extens\u00e3o, para outros europeus. Aqui, o mordomo segura o molho de chaves, s\u00edmbolo da sua autoridade.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Para al\u00e9m das grandes casas principescas, e ami\u00fade, n\u00e3o existiam tantos cargos diferentes. Frequentemente, cada um deles assumiria v\u00e1rias fun\u00e7\u00f5es: uma \u00fanica pessoa podia desempenhar o papel de mordomo (fun\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel) e de criado de sala ou de quarto; e porventura tamb\u00e9m dar uma ajuda na cozinha, se necess\u00e1rio (fig. 2).<\/p>\n\n\n\n<figure data-wp-context=\"{&quot;imageId&quot;:&quot;6a15e39879215&quot;}\" data-wp-interactive=\"core\/image\" class=\"wp-block-image size-full wp-lightbox-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1004\" height=\"1280\" data-wp-class--hide=\"state.isContentHidden\" data-wp-class--show=\"state.isContentVisible\" data-wp-init=\"callbacks.setButtonStyles\" data-wp-on-async--click=\"actions.showLightbox\" data-wp-on-async--load=\"callbacks.setButtonStyles\" data-wp-on-async-window--resize=\"callbacks.setButtonStyles\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/O_filho_do_artista_tomando_banho_na_varanda_da_residencia_de_seu_avo_Grandjean_de_Montigny.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16345\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/O_filho_do_artista_tomando_banho_na_varanda_da_residencia_de_seu_avo_Grandjean_de_Montigny.jpg 1004w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/O_filho_do_artista_tomando_banho_na_varanda_da_residencia_de_seu_avo_Grandjean_de_Montigny-235x300.jpg 235w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/O_filho_do_artista_tomando_banho_na_varanda_da_residencia_de_seu_avo_Grandjean_de_Montigny-803x1024.jpg 803w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/O_filho_do_artista_tomando_banho_na_varanda_da_residencia_de_seu_avo_Grandjean_de_Montigny-768x979.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><button\n\t\t\tclass=\"lightbox-trigger\"\n\t\t\ttype=\"button\"\n\t\t\taria-haspopup=\"dialog\"\n\t\t\taria-label=\"Ampliar\"\n\t\t\tdata-wp-init=\"callbacks.initTriggerButton\"\n\t\t\tdata-wp-on-async--click=\"actions.showLightbox\"\n\t\t\tdata-wp-style--right=\"state.imageButtonRight\"\n\t\t\tdata-wp-style--top=\"state.imageButtonTop\"\n\t\t>\n\t\t\t<svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"12\" height=\"12\" fill=\"none\" viewBox=\"0 0 12 12\">\n\t\t\t\t<path fill=\"#fff\" d=\"M2 0a2 2 0 0 0-2 2v2h1.5V2a.5.5 0 0 1 .5-.5h2V0H2Zm2 10.5H2a.5.5 0 0 1-.5-.5V8H0v2a2 2 0 0 0 2 2h2v-1.5ZM8 12v-1.5h2a.5.5 0 0 0 .5-.5V8H12v2a2 2 0 0 1-2 2H8Zm2-12a2 2 0 0 1 2 2v2h-1.5V2a.5.5 0 0 0-.5-.5H8V0h2Z\" \/>\n\t\t\t<\/svg>\n\t\t<\/button><figcaption class=\"wp-element-caption\">Fig. 2 &#8211; O filho do artista tomando banho na varanda da resid\u00eancia de seu av\u00f4, Grandjean de Montigny]). <br>Arnaud Julien Palli\u00e8re. 1830. Pintura, \u00f3leo sobre tela.<br>Coll. Brasiliana Ita\u00f9, inv. 23008610<br><em>O filho do artista a tomar banho na varanda da resid\u00eancia do seu av\u00f4, Grandjean de Montigny. O artista chega ao Brasil com a Miss\u00e3o Francesa em 1817. Casa-se com a filha do arquiteto franc\u00eas Grandjean de Montigny, com quem teve um filho, Jean L\u00e9on, aqui retratado com a m\u00e3e, sob a varanda da propriedade do seu sogro. Repare-se no mordomo, \u00e0 esquerda, que traz uma bebida refrescante. \u00c9 reconhec\u00edvel pelo seu atributo, uma toalha dobrada no antebra\u00e7o. Est\u00e3o presentes duas n\u00e9n\u00e8nes, uma delas a preparar-se para dar banho ao menino e a outra para o secar ao sair do banho. N\u00e9n\u00e8ne tem aqui o sentido de empregada dom\u00e9stica com fun\u00e7\u00f5es de ama reconhecidas.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Segunda figura-chave, o chefe ou a chefe de cozinha (fig. 3). Embora o g\u00e9nero n\u00e3o tivesse import\u00e2ncia, procurava-se, pelo contr\u00e1rio, o talento, por\u00e9m, na realidade, eram os homens que dominavam esta profiss\u00e3o. As fun\u00e7\u00f5es do chefe de cozinha, de um cozinheiro e de um (ou uma) ajudante de cozinha estavam intimamente associadas. Todavia, o chefe era o respons\u00e1vel pela cozinha e as suas qualidades pessoais de limpeza, rigor, ordem, regularidade e rapidez de execu\u00e7\u00e3o eram a garantia do bom funcionamento da cozinha. Era ele quem elabora e aperfei\u00e7oava os menus (que submetia \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o do senhor ou da senhora da casa). Realizava as tarefas mais complexas e supervisionava, coordenava, controlava e validava os pratos que sa\u00edam da cozinha para chegarem \u00e0 copa e \u00e0 mesa. Toda a cadeia alimentar era controlada, desde o abastecimento de \u00e1gua at\u00e9 \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de alimentos frescos. A propriedade vivia praticamente em autarcia, com a horta, as \u00e1rvores de fruto, um galinheiro, os criadouros de todo o tipo de animais e, se poss\u00edvel, um rio ou um lago para pescar (ou, na sua falta, um viveiro onde se mantinham os peixes vivos). Nas grandes propriedades, podia-se at\u00e9 ver estufas utilit\u00e1rias para cultivar frutas e legumes delicados, como lim\u00f5es e laranjas decorativas, e uma c\u00e2mara frigor\u00edfica. A resid\u00eancia de Vill\u00e8le estava dotada de todo este potencial e possu\u00eda mesmo uma c\u00e2mara frigor\u00edfica desde 1830.<\/p>\n\n\n\n<figure data-wp-context=\"{&quot;imageId&quot;:&quot;6a15e39879b62&quot;}\" data-wp-interactive=\"core\/image\" class=\"wp-block-image size-full wp-lightbox-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1058\" height=\"1280\" data-wp-class--hide=\"state.isContentHidden\" data-wp-class--show=\"state.isContentVisible\" data-wp-init=\"callbacks.setButtonStyles\" data-wp-on-async--click=\"actions.showLightbox\" data-wp-on-async--load=\"callbacks.setButtonStyles\" data-wp-on-async-window--resize=\"callbacks.setButtonStyles\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Hercules_chef.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16349\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Hercules_chef.jpg 1058w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Hercules_chef-248x300.jpg 248w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Hercules_chef-846x1024.jpg 846w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Hercules_chef-768x929.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><button\n\t\t\tclass=\"lightbox-trigger\"\n\t\t\ttype=\"button\"\n\t\t\taria-haspopup=\"dialog\"\n\t\t\taria-label=\"Ampliar\"\n\t\t\tdata-wp-init=\"callbacks.initTriggerButton\"\n\t\t\tdata-wp-on-async--click=\"actions.showLightbox\"\n\t\t\tdata-wp-style--right=\"state.imageButtonRight\"\n\t\t\tdata-wp-style--top=\"state.imageButtonTop\"\n\t\t>\n\t\t\t<svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"12\" height=\"12\" fill=\"none\" viewBox=\"0 0 12 12\">\n\t\t\t\t<path fill=\"#fff\" d=\"M2 0a2 2 0 0 0-2 2v2h1.5V2a.5.5 0 0 1 .5-.5h2V0H2Zm2 10.5H2a.5.5 0 0 1-.5-.5V8H0v2a2 2 0 0 0 2 2h2v-1.5ZM8 12v-1.5h2a.5.5 0 0 0 .5-.5V8H12v2a2 2 0 0 1-2 2H8Zm2-12a2 2 0 0 1 2 2v2h-1.5V2a.5.5 0 0 0-.5-.5H8V0h2Z\" \/>\n\t\t\t<\/svg>\n\t\t<\/button><figcaption class=\"wp-element-caption\">Fig. 3 &#8211; Retrato do cozinheiro de George Washington. Gilbert Stuart (1755-1828). Por volta de 1795-1797. \u00d3leo sobre tela.<br>Cole\u00e7\u00e3o do Museu Nacional Thyssen-Bornemisza, Madrid, inv. 383 (1983.37)<br><em>Retrato presumido de Hercules, cozinheiro de George Washington. Nascido por volta de 1754, Hercules pertencia provavelmente ao capit\u00e3o John Posey, um vizinho de Washington. Este \u00faltimo possu\u00eda 317 escravos \u00e0 data da sua morte. Quando Posey se endividou, Washington resgatou este escravo talentoso. Em Mount Vernon, Hercules tornou-se chefe de cozinha em 1786, auxiliado pelo seu filho Richmond, de treze anos. A sua cozinha, uma mistura de v\u00e1rias tradi\u00e7\u00f5es culin\u00e1rias, foi aclamada por todos durante mais de 10 anos. No entanto, fugiu com o filho em 1797 e desapareceu dos arquivos hist\u00f3ricos.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure data-wp-context=\"{&quot;imageId&quot;:&quot;6a15e3987b038&quot;}\" data-wp-interactive=\"core\/image\" class=\"wp-block-image size-full wp-lightbox-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"947\" height=\"1150\" data-wp-class--hide=\"state.isContentHidden\" data-wp-class--show=\"state.isContentVisible\" data-wp-init=\"callbacks.setButtonStyles\" data-wp-on-async--click=\"actions.showLightbox\" data-wp-on-async--load=\"callbacks.setButtonStyles\" data-wp-on-async-window--resize=\"callbacks.setButtonStyles\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/portrait-dun-jeune-homme.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16353\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/portrait-dun-jeune-homme.jpg 947w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/portrait-dun-jeune-homme-247x300.jpg 247w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/portrait-dun-jeune-homme-843x1024.jpg 843w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/portrait-dun-jeune-homme-768x933.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><button\n\t\t\tclass=\"lightbox-trigger\"\n\t\t\ttype=\"button\"\n\t\t\taria-haspopup=\"dialog\"\n\t\t\taria-label=\"Ampliar\"\n\t\t\tdata-wp-init=\"callbacks.initTriggerButton\"\n\t\t\tdata-wp-on-async--click=\"actions.showLightbox\"\n\t\t\tdata-wp-style--right=\"state.imageButtonRight\"\n\t\t\tdata-wp-style--top=\"state.imageButtonTop\"\n\t\t>\n\t\t\t<svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"12\" height=\"12\" fill=\"none\" viewBox=\"0 0 12 12\">\n\t\t\t\t<path fill=\"#fff\" d=\"M2 0a2 2 0 0 0-2 2v2h1.5V2a.5.5 0 0 1 .5-.5h2V0H2Zm2 10.5H2a.5.5 0 0 1-.5-.5V8H0v2a2 2 0 0 0 2 2h2v-1.5ZM8 12v-1.5h2a.5.5 0 0 0 .5-.5V8H12v2a2 2 0 0 1-2 2H8Zm2-12a2 2 0 0 1 2 2v2h-1.5V2a.5.5 0 0 0-.5-.5H8V0h2Z\" \/>\n\t\t\t<\/svg>\n\t\t<\/button><figcaption class=\"wp-element-caption\">Fig. 4 &#8211; Retrato de um jovem. An\u00f3nimo. 1794 \u2013 1848. Madeira (\u00d3leo). <br>Cole\u00e7\u00e3o do Castelo dos Duques da Bretanha \u2013 Museu de Hist\u00f3ria de Nantes, inv. 2016.16.1<br><em>O emprego de crian\u00e7as com 7 anos ou mais era uma pr\u00e1tica comum no servi\u00e7o dom\u00e9stico servil, onde desempenhavam fun\u00e7\u00f5es subordinadas como mensageiros e\/ou ajudantes de cozinha, encarregados de descascar frutas e legumes, depenar aves, escamar peixes, mas tamb\u00e9m de lavar a lou\u00e7a do dia-a-dia. A prataria, as porcelanas e os cristais eram prerrogativa das criadas mais experientes.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure data-wp-context=\"{&quot;imageId&quot;:&quot;6a15e3987b9e2&quot;}\" data-wp-interactive=\"core\/image\" class=\"wp-block-image size-full wp-lightbox-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"853\" data-wp-class--hide=\"state.isContentHidden\" data-wp-class--show=\"state.isContentVisible\" data-wp-init=\"callbacks.setButtonStyles\" data-wp-on-async--click=\"actions.showLightbox\" data-wp-on-async--load=\"callbacks.setButtonStyles\" data-wp-on-async-window--resize=\"callbacks.setButtonStyles\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/FRM1069_1984.07.02.62.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16357\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/FRM1069_1984.07.02.62.jpg 1280w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/FRM1069_1984.07.02.62-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/FRM1069_1984.07.02.62-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/FRM1069_1984.07.02.62-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><button\n\t\t\tclass=\"lightbox-trigger\"\n\t\t\ttype=\"button\"\n\t\t\taria-haspopup=\"dialog\"\n\t\t\taria-label=\"Ampliar\"\n\t\t\tdata-wp-init=\"callbacks.initTriggerButton\"\n\t\t\tdata-wp-on-async--click=\"actions.showLightbox\"\n\t\t\tdata-wp-style--right=\"state.imageButtonRight\"\n\t\t\tdata-wp-style--top=\"state.imageButtonTop\"\n\t\t>\n\t\t\t<svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"12\" height=\"12\" fill=\"none\" viewBox=\"0 0 12 12\">\n\t\t\t\t<path fill=\"#fff\" d=\"M2 0a2 2 0 0 0-2 2v2h1.5V2a.5.5 0 0 1 .5-.5h2V0H2Zm2 10.5H2a.5.5 0 0 1-.5-.5V8H0v2a2 2 0 0 0 2 2h2v-1.5ZM8 12v-1.5h2a.5.5 0 0 0 .5-.5V8H12v2a2 2 0 0 1-2 2H8Zm2-12a2 2 0 0 1 2 2v2h-1.5V2a.5.5 0 0 0-.5-.5H8V0h2Z\" \/>\n\t\t\t<\/svg>\n\t\t<\/button><figcaption class=\"wp-element-caption\">Fig. 5 \u2013 O jardim. Adolphe Martial Pot\u00e9mont. 1848. Litografia. Cole\u00e7\u00e3o do Museu L\u00e9on Dierx, inv. 1984.07.02.62<br>Cole\u00e7\u00e3o do Museu L\u00e9on Dierx, inv. 1984.07.02.62<br><em>Na v\u00e9spera da aboli\u00e7\u00e3o da escravatura, o recurso ao servi\u00e7o de crian\u00e7as era habitual. Aqui, uma jovem rapariga leva refrescos aos senhores da casa e \u00e0 sua filha.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A propriedade Desbassayns contava com 451 escravos em 1800, distribu\u00eddos por categorias: os negros de casa, os negros de talentos, os guardas e, por fim, os negros de picareta encarregados dos trabalhos agr\u00edcolas e que representavam a categoria mais numerosa.<br>No invent\u00e1rio de Henry-Paulin, a domesticidade destinada \u00e0 mans\u00e3o totalizava 29 escravos, que prestavam servi\u00e7o aos senhores, cuidavam das crian\u00e7as e inclu\u00edam um numeroso pessoal n\u00e3o especializado, composto por homens e mulheres que faziam de tudo (limpeza, servi\u00e7o de mesa, carregadores, mo\u00e7os e mo\u00e7as de cozinha). Paralelamente, havia pessoal mais especializado afetado ao servi\u00e7o de cozinha (cozinheiros, padeiros), ao servi\u00e7o de limpeza e manuten\u00e7\u00e3o da roupa (lavadeiras, engomadoras e costureiras), aos est\u00e1bulos (cocheiro, palafreneiro, mo\u00e7o de est\u00e1bulo), ao hospital (enfermeiras e parteiras) ou ainda ao jardim adjacente. Destaca-se tamb\u00e9m um pescador, \u00abFulgence, crioulo de 45 anos\u00bb (fig. 6).<br>Os negros com talentos podiam ser alugados. Eram mais especializados em trabalhos de constru\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de edif\u00edcios, incluindo a casa senhorial (serralheiro, carpinteiro, marceneiro, ferreiro, pedreiro e um tanoeiro que tamb\u00e9m era rotineiro, \u00abBastien, um indiano de 48 anos\u00bb (fig. 7).<br>Os negros de casa e os negros com talentos representavam 10 % do n\u00famero total de escravos recenseados, o que constitui um n\u00famero significativo.<\/p>\n\n\n\n<figure data-wp-context=\"{&quot;imageId&quot;:&quot;6a15e3987c340&quot;}\" data-wp-interactive=\"core\/image\" class=\"wp-block-image size-full wp-lightbox-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"895\" data-wp-class--hide=\"state.isContentHidden\" data-wp-class--show=\"state.isContentVisible\" data-wp-init=\"callbacks.setButtonStyles\" data-wp-on-async--click=\"actions.showLightbox\" data-wp-on-async--load=\"callbacks.setButtonStyles\" data-wp-on-async-window--resize=\"callbacks.setButtonStyles\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/1998_12_3_21.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16361\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/1998_12_3_21.jpg 1280w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/1998_12_3_21-300x210.jpg 300w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/1998_12_3_21-1024x716.jpg 1024w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/1998_12_3_21-768x537.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><button\n\t\t\tclass=\"lightbox-trigger\"\n\t\t\ttype=\"button\"\n\t\t\taria-haspopup=\"dialog\"\n\t\t\taria-label=\"Ampliar\"\n\t\t\tdata-wp-init=\"callbacks.initTriggerButton\"\n\t\t\tdata-wp-on-async--click=\"actions.showLightbox\"\n\t\t\tdata-wp-style--right=\"state.imageButtonRight\"\n\t\t\tdata-wp-style--top=\"state.imageButtonTop\"\n\t\t>\n\t\t\t<svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"12\" height=\"12\" fill=\"none\" viewBox=\"0 0 12 12\">\n\t\t\t\t<path fill=\"#fff\" d=\"M2 0a2 2 0 0 0-2 2v2h1.5V2a.5.5 0 0 1 .5-.5h2V0H2Zm2 10.5H2a.5.5 0 0 1-.5-.5V8H0v2a2 2 0 0 0 2 2h2v-1.5ZM8 12v-1.5h2a.5.5 0 0 0 .5-.5V8H12v2a2 2 0 0 1-2 2H8Zm2-12a2 2 0 0 1 2 2v2h-1.5V2a.5.5 0 0 0-.5-.5H8V0h2Z\" \/>\n\t\t\t<\/svg>\n\t\t<\/button><figcaption class=\"wp-element-caption\">Fig. 6 &#8211; Aqueduto do Grande Rio de Port Napol\u00e9on, \u00eele de France. Jacques G\u00e9rard Milbert, desenhador; Perdoux, gravador. Gravura em cobre. Em Voyage pittoresque \u00e0 l&#8217;Ile-de-France, au cap de Bonne-Esp\u00e9rance, et \u00e0 l&#8217;\u00eele de T\u00e9n\u00e9riffe: atlas. Jacques G\u00e9rard Milbert. 1812. Estampa 21.<br> Cole\u00e7\u00e3o do Museu Hist\u00f3rico de Vill\u00e8le, inv. 1998.12.3<br><em>Este desenhador participou no in\u00edcio da expedi\u00e7\u00e3o Voyage des mers du Sud encomendada por Nicolas Baudin. Embarcado a bordo do G\u00e9ographe, abandonou a expedi\u00e7\u00e3o durante a escala na Ile de France em mar\u00e7o de 1801 (tal como Michel Garnier). Deixou a obra Voyage pittoresque \u00e0 l\u2019\u00eele de France\u2026 que seria publicada em 1812. Aqui, a paisagem \u00e9 animada em primeiro plano, \u00e0 esquerda, por um escravo que traz o produto da sua pesca, outro provavelmente a pescar, enquanto um terceiro transporta ramos na cabe\u00e7a, acompanhado por um c\u00e3o. \u00c0 direita, ao longe, um pastor e, \u00e0 esquerda, dois escravos a caminho de um abrigo de bambu.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure data-wp-context=\"{&quot;imageId&quot;:&quot;6a15e3987e2da&quot;}\" data-wp-interactive=\"core\/image\" class=\"wp-block-image size-full wp-lightbox-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1260\" height=\"759\" data-wp-class--hide=\"state.isContentHidden\" data-wp-class--show=\"state.isContentVisible\" data-wp-init=\"callbacks.setButtonStyles\" data-wp-on-async--click=\"actions.showLightbox\" data-wp-on-async--load=\"callbacks.setButtonStyles\" data-wp-on-async-window--resize=\"callbacks.setButtonStyles\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/rotineur.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16365\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/rotineur.jpg 1260w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/rotineur-300x181.jpg 300w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/rotineur-1024x617.jpg 1024w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/rotineur-768x463.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><button\n\t\t\tclass=\"lightbox-trigger\"\n\t\t\ttype=\"button\"\n\t\t\taria-haspopup=\"dialog\"\n\t\t\taria-label=\"Ampliar\"\n\t\t\tdata-wp-init=\"callbacks.initTriggerButton\"\n\t\t\tdata-wp-on-async--click=\"actions.showLightbox\"\n\t\t\tdata-wp-style--right=\"state.imageButtonRight\"\n\t\t\tdata-wp-style--top=\"state.imageButtonTop\"\n\t\t>\n\t\t\t<svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"12\" height=\"12\" fill=\"none\" viewBox=\"0 0 12 12\">\n\t\t\t\t<path fill=\"#fff\" d=\"M2 0a2 2 0 0 0-2 2v2h1.5V2a.5.5 0 0 1 .5-.5h2V0H2Zm2 10.5H2a.5.5 0 0 1-.5-.5V8H0v2a2 2 0 0 0 2 2h2v-1.5ZM8 12v-1.5h2a.5.5 0 0 0 .5-.5V8H12v2a2 2 0 0 1-2 2H8Zm2-12a2 2 0 0 1 2 2v2h-1.5V2a.5.5 0 0 0-.5-.5H8V0h2Z\" \/>\n\t\t\t<\/svg>\n\t\t<\/button><figcaption class=\"wp-element-caption\">Fig. 7 &#8211; Rotineur. Sami. [1780]. Guache aquarelado. Em Recueils de dessins repr\u00e9sentant les Dieux des Indiens et les Moeurs et usages des Indiens: [pintura]. Moeurs et usages des Indiens [surtout agriculture et m\u00e9tiers], por Brahame Svami. <br>Cole\u00e7\u00e3o Biblioteca Nacional de Fran\u00e7a, departamento de Gravuras e Fotografia, 4-OD-46 (A)<br><em>O rotim designa tanto um produto como um trabalho acabado. Esta t\u00e9cnica de tecelagem de fibras naturais \u00e9 origin\u00e1ria da \u00cdndia e requer a utiliza\u00e7\u00e3o de uma planta \u2014 o calamus rotang \u2014 que n\u00e3o crescia nas Ilhas Mascarenhas, mas que era importada. Aqui, o pintor representou tr\u00eas etapas: desde o corte dos fios (em cima, ao centro), passando pela calibragem (em baixo, \u00e0 esquerda), at\u00e9 ao entran\u00e7ado de um assento (em baixo, \u00e0 direita).<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Em 1846, ap\u00f3s a morte da Sra. Desbassayns, ainda havia um grande n\u00famero de empregados dom\u00e9sticos em Vill\u00e8le, uma vez que se contabilizavam 51 negros de casa (dos quais 13 criados ou criadas, 5 cozinheiros \u2014 incluindo 1 cozinheira, 2 padeiros, 7 costureiras, 2 lavadeiras e 23 negros com talentos (dos quais 1 cocheiro e 1 palafreneiro), 3 enfermeiras e parteiras, e 15 outros para os trabalhos da f\u00e1brica e a manuten\u00e7\u00e3o das diversas depend\u00eancias (carpinteiro, pedreiro, caldeireiro, ferreiro\u2026). Note-se, no entanto, que a m\u00e9dia de idades evoluiu, uma vez que se registavam cerca de dez escravos com mais de 60 anos (3 para o servi\u00e7o dom\u00e9stico e 8 para o jardim). Muitas criadas eram destinadas ao cuidado das crian\u00e7as e desempenhavam o papel de ama (fig. 8 e 9).<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure data-wp-context=\"{&quot;imageId&quot;:&quot;6a15e3987ee0d&quot;}\" data-wp-interactive=\"core\/image\" class=\"wp-block-image size-full wp-lightbox-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1160\" height=\"676\" data-wp-class--hide=\"state.isContentHidden\" data-wp-class--show=\"state.isContentVisible\" data-wp-init=\"callbacks.setButtonStyles\" data-wp-on-async--click=\"actions.showLightbox\" data-wp-on-async--load=\"callbacks.setButtonStyles\" data-wp-on-async-window--resize=\"callbacks.setButtonStyles\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/salle-d-etude.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16554\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/salle-d-etude.jpg 1160w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/salle-d-etude-300x175.jpg 300w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/salle-d-etude-1024x597.jpg 1024w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/salle-d-etude-768x448.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><button\n\t\t\tclass=\"lightbox-trigger\"\n\t\t\ttype=\"button\"\n\t\t\taria-haspopup=\"dialog\"\n\t\t\taria-label=\"Ampliar\"\n\t\t\tdata-wp-init=\"callbacks.initTriggerButton\"\n\t\t\tdata-wp-on-async--click=\"actions.showLightbox\"\n\t\t\tdata-wp-style--right=\"state.imageButtonRight\"\n\t\t\tdata-wp-style--top=\"state.imageButtonTop\"\n\t\t>\n\t\t\t<svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"12\" height=\"12\" fill=\"none\" viewBox=\"0 0 12 12\">\n\t\t\t\t<path fill=\"#fff\" d=\"M2 0a2 2 0 0 0-2 2v2h1.5V2a.5.5 0 0 1 .5-.5h2V0H2Zm2 10.5H2a.5.5 0 0 1-.5-.5V8H0v2a2 2 0 0 0 2 2h2v-1.5ZM8 12v-1.5h2a.5.5 0 0 0 .5-.5V8H12v2a2 2 0 0 1-2 2H8Zm2-12a2 2 0 0 1 2 2v2h-1.5V2a.5.5 0 0 0-.5-.5H8V0h2Z\" \/>\n\t\t\t<\/svg>\n\t\t<\/button><figcaption class=\"wp-element-caption\">Fig. 8 &#8211; Sala de estudo. Jean-Joseph Patu de Rosemont. 1813. Aquarela. <br>Cole\u00e7\u00e3o Mar\u00e9chal de Bi\u00e8vre<br><em>Este documento \u00e9 a \u00fanica descri\u00e7\u00e3o ilustrada, registada at\u00e9 \u00e0 data, que retrata uma cena interior numa mans\u00e3o na Reuni\u00e3o no in\u00edcio do s\u00e9culo XIX, provavelmente perto de Saint-Beno\u00eet. Nele est\u00e3o representadas quatro jovens negras, com tarefas indefinidas e que se podem contar entre a multid\u00e3o de criadas que faziam de tudo. A que se encontra sozinha, \u00e0 direita, poderia ser uma ama (?).<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure data-wp-context=\"{&quot;imageId&quot;:&quot;6a15e398806ac&quot;}\" data-wp-interactive=\"core\/image\" class=\"wp-block-image size-full wp-lightbox-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"955\" height=\"1280\" data-wp-class--hide=\"state.isContentHidden\" data-wp-class--show=\"state.isContentVisible\" data-wp-init=\"callbacks.setButtonStyles\" data-wp-on-async--click=\"actions.showLightbox\" data-wp-on-async--load=\"callbacks.setButtonStyles\" data-wp-on-async-window--resize=\"callbacks.setButtonStyles\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Little_Marie_on_Nekys_Arm.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16369\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Little_Marie_on_Nekys_Arm.jpg 955w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Little_Marie_on_Nekys_Arm-224x300.jpg 224w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Little_Marie_on_Nekys_Arm-764x1024.jpg 764w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Little_Marie_on_Nekys_Arm-768x1029.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><button\n\t\t\tclass=\"lightbox-trigger\"\n\t\t\ttype=\"button\"\n\t\t\taria-haspopup=\"dialog\"\n\t\t\taria-label=\"Ampliar\"\n\t\t\tdata-wp-init=\"callbacks.initTriggerButton\"\n\t\t\tdata-wp-on-async--click=\"actions.showLightbox\"\n\t\t\tdata-wp-style--right=\"state.imageButtonRight\"\n\t\t\tdata-wp-style--top=\"state.imageButtonTop\"\n\t\t>\n\t\t\t<svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"12\" height=\"12\" fill=\"none\" viewBox=\"0 0 12 12\">\n\t\t\t\t<path fill=\"#fff\" d=\"M2 0a2 2 0 0 0-2 2v2h1.5V2a.5.5 0 0 1 .5-.5h2V0H2Zm2 10.5H2a.5.5 0 0 1-.5-.5V8H0v2a2 2 0 0 0 2 2h2v-1.5ZM8 12v-1.5h2a.5.5 0 0 0 .5-.5V8H12v2a2 2 0 0 1-2 2H8Zm2-12a2 2 0 0 1 2 2v2h-1.5V2a.5.5 0 0 0-.5-.5H8V0h2Z\" \/>\n\t\t\t<\/svg>\n\t\t<\/button><figcaption class=\"wp-element-caption\">Fig. 9 &#8211; Little Marie on Neky&#8217;s Arm. Niels Peter Holbech (1804-1889). 1848. \u00d3leo sobre tela. Cole\u00e7\u00e3o do Museu Nacional de Copenhaga<br><em>Retrato de Marie, a filha mais velha do artista, nascida em 1837, nos bra\u00e7os de Neky. Neky era escrava em Sainte-Croix (\u00cdndias Ocidentais Dinamarquesas).<br>As amas de leite e as n\u00e9n\u00e8nes n\u00e3o faziam parte da categoria dos escravos com talentos, pelo menos n\u00e3o se lhes faz qualquer men\u00e7\u00e3o espec\u00edfica nas listas de escravos dos Desbassayns. Todavia, tratava-se de figuras com um estatuto especial, pr\u00f3ximas dos senhores e que contavam com a afei\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as de quem cuidavam. A sua representa\u00e7\u00e3o com crian\u00e7as \u00e9 bastante frequente, por\u00e9m identific\u00e1-las pelo nome pr\u00f3prio \u00e9 mais raro.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Por fim, o tratamento da roupa merece uma explica\u00e7\u00e3o especial. O n\u00famero de lavadeiras, engomadoras e costureiras, reflete uma cultura material centrada nas apar\u00eancias e nos primeiros conceitos de higiene. O t\u00eaxtil faz parte dos raros produtos que era necess\u00e1rio importar e, como tal, sempre foi um sinal de distin\u00e7\u00e3o. O vestu\u00e1rio atestava assim um estatuto social elevado, tal como o uso de roupa de mesa abundante, que era mudada a cada servi\u00e7o, fazendo parte deste ritual ligado \u00e0s apar\u00eancias (fig. 10). A palavra \u00ab<em>branqueamento<\/em>\u00bb tem o sentido de \u00aba\u00e7\u00e3o de tornar a roupa limpa\u00bb. Abrange todas as etapas do tratamento da roupa suja (lavagem ou imers\u00e3o, esfregamento ou ensaboamento, torcedura, secagem e passagem a ferro, bem como tratamentos de acabamento, como o engomado). A roupa delicada e\/ou bordada era da responsabilidade das mulheres mais h\u00e1beis e experientes.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure data-wp-context=\"{&quot;imageId&quot;:&quot;6a15e398811d0&quot;}\" data-wp-interactive=\"core\/image\" class=\"wp-block-image size-full wp-lightbox-container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"910\" data-wp-class--hide=\"state.isContentHidden\" data-wp-class--show=\"state.isContentVisible\" data-wp-init=\"callbacks.setButtonStyles\" data-wp-on-async--click=\"actions.showLightbox\" data-wp-on-async--load=\"callbacks.setButtonStyles\" data-wp-on-async-window--resize=\"callbacks.setButtonStyles\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/1989_540_27.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16373\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/1989_540_27.jpg 1280w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/1989_540_27-300x213.jpg 300w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/1989_540_27-1024x728.jpg 1024w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/1989_540_27-768x546.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><button\n\t\t\tclass=\"lightbox-trigger\"\n\t\t\ttype=\"button\"\n\t\t\taria-haspopup=\"dialog\"\n\t\t\taria-label=\"Ampliar\"\n\t\t\tdata-wp-init=\"callbacks.initTriggerButton\"\n\t\t\tdata-wp-on-async--click=\"actions.showLightbox\"\n\t\t\tdata-wp-style--right=\"state.imageButtonRight\"\n\t\t\tdata-wp-style--top=\"state.imageButtonTop\"\n\t\t>\n\t\t\t<svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"12\" height=\"12\" fill=\"none\" viewBox=\"0 0 12 12\">\n\t\t\t\t<path fill=\"#fff\" d=\"M2 0a2 2 0 0 0-2 2v2h1.5V2a.5.5 0 0 1 .5-.5h2V0H2Zm2 10.5H2a.5.5 0 0 1-.5-.5V8H0v2a2 2 0 0 0 2 2h2v-1.5ZM8 12v-1.5h2a.5.5 0 0 0 .5-.5V8H12v2a2 2 0 0 1-2 2H8Zm2-12a2 2 0 0 1 2 2v2h-1.5V2a.5.5 0 0 0-.5-.5H8V0h2Z\" \/>\n\t\t\t<\/svg>\n\t\t<\/button><figcaption class=\"wp-element-caption\">Fig. 10 \u2013 Rivi\u00e8re des Roches au-dessus du paysage. Jean-Baptiste Genevi\u00e8ve Marcellin Bory de Saint-Vincent, desenhador; segundo Patu de Rosemont; Fortier, gravador, Adam, gravador. 1804. \u00c1gua-forte. Pl. XXV, extra\u00edda de Voyages dans les quatre principales Iles des mers d\u2019Afrique \u2026 vol. 2, p. 117-118. <br>Cole\u00e7\u00e3o do Museu Hist\u00f3rico de Vill\u00e8le, inv. 1989.540<br><em>As lavadeiras, com os seus chap\u00e9us brancos, encarregavam-se da enorme quantidade de roupa suja que o estilo de vida de uma grande casa inevitavelmente gera. Era preciso lavar, secar, eventualmente remendar ou costurar, e depois passar a ferro as roupas dos v\u00e1rios membros da fam\u00edlia, mas tamb\u00e9m todas as dos criados, bem como as toalhas de mesa, os len\u00e7\u00f3is\u2026 at\u00e9 aos panos de cozinha. A roupa tamb\u00e9m podia ser lavada numa pedra de lavar. Utilizava-se frequentemente cinza em vez de sab\u00e3o. Aqui vemos escravos (homens e mulheres) a bater a roupa nas pedras. \u00c0 esquerda, h\u00e1 len\u00e7\u00f3is a secar, enquanto \u00e0 direita uma criada transporta um fardo de roupa suja.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":16344,"parent":5036,"menu_order":110,"template":"","class_list":["post-16553","documentaire","type-documentaire","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/documentaire\/16553","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/documentaire"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/documentaire"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/documentaire\/5036"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16344"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16553"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}