{"id":5030,"date":"2021-05-19T10:11:30","date_gmt":"2021-05-19T08:11:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/?post_type=documentaire&#038;p=5030"},"modified":"2021-11-26T10:34:38","modified_gmt":"2021-11-26T09:34:38","slug":"arquitetura","status":"publish","type":"documentaire","link":"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/pt-pt\/documentaires\/a-propriedade-desbassayns\/arquitetura\/","title":{"rendered":"Arquitetura"},"content":{"rendered":"<h2><strong>Os \u00abpal\u00e1cios\u00bb Panon-Desbassayns<\/strong><\/h2>\n<h2>No final do s\u00e9culo XVIII, existem tr\u00eas casas at\u00edpicas na ilha, no distrito de Saint-Paul: uma em Bernica, a outra ao longo da Chauss\u00e9e Royale e a terceira, em Saint-Gilles-les-Hauts.<\/h2>\n<div style=\"width: 525px;\" class=\"wp-video\"><!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('video');<\/script><![endif]-->\n<video class=\"wp-video-shortcode\" id=\"video-5030-1\" width=\"525\" height=\"295\" poster=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/poster-leveneur.jpg\" preload=\"metadata\" controls=\"controls\"><source type=\"video\/mp4\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/LEVENEUR_Port_sub.mp4?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/LEVENEUR_Port_sub.mp4\">https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/LEVENEUR_Port_sub.mp4<\/a><\/video><\/div>\n<p>Estas casas de pedra pertenciam a dois not\u00e1veis da col\u00f3nia: Julien Gonneau-Montbrun (1727-1801) e o seu genro Henry Paulin Panon Desbassayns (1732-1800). A sua arquitetura distingue-as de outras casas estabelecidas nas propriedades rurais da col\u00f3nia.<\/p>\n<h3>Gonneau-Montbrun ou Panon Desbassayns?<\/h3>\n<p>Uma nota hist\u00f3rica escrita por Jacques Lougnon<span class=\"NOTE_MARKER\" rel=\"0.06107399220171583\" aria-label=\"Lougnon, Jacques, Le bicentenaire de la Maison Blanche, nota datilografada s.d., Biblioteca do Museu Stella Matutina.\">&nbsp;<\/span> em 1989 especifica que as tr\u00eas casas foram constru\u00eddas por Henri-Paulin Panon Desbassayns: a de Chauss\u00e9e Royale em 1776, a mans\u00e3o de Saint-Gilles-les-Hauts em 1788 e, finalmente, a casa de Bernica em 1789. Lougnon \u00e9 o \u00fanico a propor esta cronologia, sem que seja poss\u00edvel confirm\u00e1-la atrav\u00e9s de fontes hist\u00f3ricas ou da marca\u00e7\u00e3o de uma data nos edif\u00edcios, com exce\u00e7\u00e3o da casa de Saint-Gilles-les-Hauts (1788). Bernard Marek<span class=\"NOTE_MARKER\" rel=\"0.10458200068868484\" aria-label=\"Marek, Bernard, Histoire de Saint-Paul de La R\u00e9union depuis 1663, Saint-Andr\u00e9, Oc\u00e9an \u00e9ditions, 2010, p\u00e1g. 62.\">&nbsp;<\/span> no seu livro sobre a hist\u00f3ria de Saint-Paul, tamb\u00e9m atribui a Panon-Desbassayns a constru\u00e7\u00e3o das tr\u00eas casas. Em 2011, Guy Panon de Richemont<span class=\"NOTE_MARKER\" rel=\"0.7583130338653836\" aria-label=\"Richemont, Guy de, De Bourbon \u00e0 l\u2019Europe, Paris : G. de Richemont, 2011, 2 vol., p\u00e1g. 88\">&nbsp;<\/span> contestou as hip\u00f3teses de Lougnon e Mareck, indicando no seu trabalho geneal\u00f3gico acerca da descend\u00eancia do primeiro Panon a ter chegado a Bourbon, que Julien Gonneau-Montbrun estava na origem das casas de Bernica e Chauss\u00e9e Royale.<\/p>\n<p>O sogro e o genro t\u00eam uma liga\u00e7\u00e3o clara com as tr\u00eas casas. Henry Paulin, um ex-militar que tinha feito carreira na \u00cdndia, casou-se em 1770 com Ombline Gonneau-Montbrun (1755-1846), de 15 anos de idade, filha \u00fanica e herdeira de Julien. Desde esta uni\u00e3o, parece ter associado o genro \u00e0 gest\u00e3o dos seus bens. Gonneau-Montbrun obt\u00e9m grande parte dos rendimentos da explora\u00e7\u00e3o da sua propriedade em Bernica, na qual explora caf\u00e9, algod\u00e3o e v\u00edveres. Nesta \u00abterra de propriedade\u00bb, h\u00e1 um p\u00e1tio que agrupa uma casa de propriedade, as suas depend\u00eancias e provavelmente um campo de escravos. Como em qualquer outro lugar no oeste, este p\u00e1tio est\u00e1 estabelecido na fronteira entre as savanas e a terra ar\u00e1vel. \u00c9 o local atualmente conhecido como <em>Maison Blanche<\/em> (hoje liceu <em>La Salle Maison Blanche<\/em>), na base da atual aldeia de Guillaume. Gonneau-Montbrun possui igualmente, no centro de Saint-Paul, a \u00ab<em>Grand Cour<\/em>\u00bb, um vasto \u00abterreno de localiza\u00e7\u00e3o\u00bb, uma express\u00e3o local que designa uma propriedade urbana, cuja entrada se situa na <em>Chauss\u00e9e Royale<\/em>. Este eixo urbano foi constru\u00eddo a partir de 1769<span class=\"NOTE_MARKER\" rel=\"0.04745692685695624\" aria-label=\"Marek, Bernard, op. cit., p\u00e1g. 59\">&nbsp;<\/span>.<\/p>\n<p>A hip\u00f3tese mais prov\u00e1vel sobre a pessoa que est\u00e1 na origem da constru\u00e7\u00e3o destas casas \u00e9 talvez a seguinte: tendo uma grande fortuna, Julien Gonneau-Montbrun financiou as obras das casas de Bernica e Chauss\u00e9e Royale, no seguimento de uma proposta de Henri-Paulin Panon Desbassayns e sob a fiscaliza\u00e7\u00e3o deste \u00faltimo, sendo que a de Saint-Gilles-les-Hauts lhe foi atribu\u00edda exclusivamente.<\/p>\n<h3>Neocl\u00e1ssico indiano?<\/h3>\n<p>As tr\u00eas casas apresentam in\u00fameras semelhan\u00e7as: uma planta retangular, fachadas quase id\u00eanticas, incluindo a presen\u00e7a de varandas sobrepostas em duas fachadas e uma distribui\u00e7\u00e3o interior, tanto no r\u00e9s-do-ch\u00e3o como no andar de cima, organizada em torno de uma grande sala central.<\/p>\n<p>Trata-se claramente de uma planta tipo influenciada por modelos indianos, provavelmente vista entre 1751 e 1763 por Panon Desbassayns aquando da sua estadia como soldado na \u00cdndia, na regi\u00e3o de Pondicheri. Desde a d\u00e9cada de 1730, o entreposto franc\u00eas viveu um per\u00edodo de crescimento pol\u00edtico e econ\u00f3mico que resultou num desenvolvimento urbano significativo: os comerciantes e europeus irlandeses da cidade constroem casas em tijolo, com telhados de telha ou em terra\u00e7o. A Companhia Francesa das \u00cdndias Orientais erige edif\u00edcios oficiais de prest\u00edgio, como o famoso hotel do Governador Dupleix. Embora n\u00e3o tenha residido permanentemente em Pondicheri, devido \u00e0s suas incurs\u00f5es a diferentes campos de batalha durante o conflito franco-ingl\u00eas, Panon Debassayns p\u00f4de observar esta cidade no seu auge, antes da sua destrui\u00e7\u00e3o total em 1761.<\/p>\n<p>A mem\u00f3ria da opul\u00eancia indiana pode ser encontrada nas casas constru\u00eddas mais tarde na Ilha Bourbon. As colunas maci\u00e7as, situadas defronte das varandas das fachadas leste e oeste das casas de Chauss\u00e9e Royale e Saint-Gilles-les-Hauts, t\u00eam semelhan\u00e7as com algumas resid\u00eancias da Pondicheri francesa dos anos 1750-1760. O mesmo se verifica com os terra\u00e7os no telhado, em voga na \u00cdndia, realizados atrav\u00e9s da t\u00e9cnica da argamassa. A interven\u00e7\u00e3o dos pedreiros indianos n\u00e3o est\u00e1 comprovada, por\u00e9m \u00e9 prov\u00e1vel que tenham sido estabelecidas liga\u00e7\u00f5es entre os contratantes e os trabalhadores da feitoria francesa, ap\u00f3s o regresso de Henry Paulin. Alguns podem ter vindo a Bourbon durante a constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<figure id=\"attachment_530\" aria-describedby=\"caption-attachment-530\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-1-web.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-530 size-full\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-1-web.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"739\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-1-web.jpg 800w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-1-web-300x277.jpg 300w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-1-web-768x709.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-530\" class=\"wp-caption-text\">Fachada este da casa de Chauss\u00e9e Royale em Saint-Paul. Fotografia B.L.<\/figcaption><\/figure>\n<figure id=\"attachment_532\" aria-describedby=\"caption-attachment-532\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-2-web.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-532 size-full\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-2-web.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-2-web.jpg 800w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-2-web-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-2-web-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-532\" class=\"wp-caption-text\">Fachada oeste da casa de Saint-Gilles-les-Hauts. Fotografia B.L.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Uma observa\u00e7\u00e3o mais detalhada das tr\u00eas resid\u00eancias, em rela\u00e7\u00e3o ao seu per\u00edodo de constru\u00e7\u00e3o, os anos 1770-1780, leva a propor a hip\u00f3tese de uma segunda influ\u00eancia estil\u00edstica: o neoclassicismo. Esta corrente arquitet\u00f3nica desenvolveu-se a partir de meados do s\u00e9culo XVIII na Europa e propagou-se rapidamente \u00e0s col\u00f3nias francesa e inglesa em particular. As plantas, a simetria das principais fachadas e a distribui\u00e7\u00e3o interior, evocam, com efeito, os edif\u00edcios neopaladianos constru\u00eddos na Inglaterra ou na Fran\u00e7a a partir dos anos 1750-1760.<\/p>\n<figure id=\"attachment_534\" aria-describedby=\"caption-attachment-534\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-3-web.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-534 size-full\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-3-web.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"763\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-3-web.jpg 800w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-3-web-300x286.jpg 300w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-3-web-768x732.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-534\" class=\"wp-caption-text\">Planta do r\u00e9s-do-ch\u00e3o da casa de Chauss\u00e9e Royale. Cole\u00e7\u00e3o DAC OI.<\/figcaption><\/figure>\n<figure id=\"attachment_536\" aria-describedby=\"caption-attachment-536\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-4-web.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-536 size-full\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-4-web.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"812\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-4-web.jpg 800w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-4-web-296x300.jpg 296w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-4-web-768x780.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-536\" class=\"wp-caption-text\">Planta do r\u00e9s-do-ch\u00e3o da casa de Saint-Gilles-les-Hauts. Cole\u00e7\u00e3o DAC OI.<\/figcaption><\/figure>\n<p>At\u00edpicas, \u00fanicas na ilha, as casas de Desbassayns s\u00e3o testemunho de uma s\u00edntese estil\u00edstica entre as t\u00e9cnicas indianas desenvolvidas em Pondicheri e a influ\u00eancia europeia. Podemos evocar aqui o termo de arquitetura neocl\u00e1ssica indiana.<\/p>\n<h3>Modelos sem seguimento<\/h3>\n<p>De acordo com Albert Jauze<span class=\"NOTE_MARKER\" rel=\"0.588708620275675\" aria-label=\"Jauze, Albert, Vivre \u00e0 l'\u00eele Bourbon au XVIIIe si\u00e8cle : usages, moeurs et coutumes des habitants d'une colonie fran\u00e7aise sur la route des Indes de 1715 \u00e0 1789, Paris, edi\u00e7\u00f5es Riveneuve, 2017, p\u00e1g. 48.\">&nbsp;<\/span>,a superf\u00edcie m\u00e9dia de uma casa em Bourbon no s\u00e9culo XVIII \u00e9 de cerca de 29,5 m2. Estas casas de madeira, geralmente cobertas de folhas, apresentam tetos baixos e s\u00e3o mal iluminadas<span class=\"NOTE_MARKER\" rel=\"0.8923549538581161\" aria-label=\"Jauze, op. cit. p\u00e1g. 349.\">&nbsp;<\/span> : \u00c9 \u00ab<em>mais f\u00e1cil recorrer \u00e0 madeira, muito abundante, cujas t\u00e9cnicas de implementa\u00e7\u00e3o do Velho Continente, e trazidas em particular por carpinteiros da marinha, est\u00e3o comprovadas<\/em>\u00bb <span class=\"NOTE_MARKER\" rel=\"0.8828253261706149\" aria-label=\"Jauze, op. cit. p\u00e1g. 59.\">&nbsp;<\/span>. S\u00e3o, frequentemente, casas t\u00e9rreas, cobertas por um telhado com duas ou quatro \u00e1guas. A litografia de Antoine Louis Roussin e uma fotografia de 1897 representando uma casa do s\u00e9culo XVIII, d\u00e3o uma ideia mais precisa da casa tipo do plantador de especiarias ou caf\u00e9.<\/p>\n<figure id=\"attachment_538\" aria-describedby=\"caption-attachment-538\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-5-web.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-538 size-full\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-5-web.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"609\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-5-web.jpg 800w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-5-web-300x228.jpg 300w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-5-web-768x585.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-538\" class=\"wp-caption-text\">Casa do poeta Bertin em Sainte-Suzanne. Louis Antoine Roussin. Circa 1860.<br \/>Cole\u00e7\u00e3o museu L\u00e9on Dierx<\/figcaption><\/figure>\n<figure id=\"attachment_540\" aria-describedby=\"caption-attachment-540\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-6-web.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-540 size-full\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-6-web.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"515\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-6-web.jpg 800w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-6-web-300x193.jpg 300w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-6-web-768x494.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-540\" class=\"wp-caption-text\">Habita\u00e7\u00e3o de um plantador em Rivi\u00e8re des Pluies. H. Mathieu. Circa 1900.<br \/>Cole\u00e7\u00e3o Arquivos do departamento da Reuni\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>O uso da pedra \u00e9 raramente verificado na segunda metade do s\u00e9culo XVIII<span class=\"NOTE_MARKER\" rel=\"0.28402081333958007\" aria-label=\"Idem.\">&nbsp;<\/span>. No entanto, \u00ab<em>o indiv\u00edduo que deseje [recorrer \u00e0 constru\u00e7\u00e3o em pedra] n\u00e3o s\u00f3 deve se capaz de obter cal [para argamassa] a pre\u00e7os elevados, mas tamb\u00e9m contar com bons trabalhadores. [&#8230;] A cal, produzida a partir de coral, \u00e9 fabricada em dois lugares em Bourbon [em 1770], no Repos Laleu e na Rivi\u00e8re d&#8217;Abord.<\/em>\u00bb<\/p>\n<p>Estas informa\u00e7\u00f5es atestam o car\u00e1ter excecional e ostensivo das casas Desbassayns, constru\u00eddas em alvenaria de pedra revestida com reboco e revestimento de canto com chapa de basalto polido. As suas superf\u00edcies de cerca de 590 m2, distribu\u00eddas em dois n\u00edveis, fazem destas casas as maiores da col\u00f3nia no final do <em>Ancien R\u00e9gime<\/em><span class=\"NOTE_MARKER\" rel=\"0.2447176689841215\" aria-label=\"No seu livro, Albert Jauze indica que as maiores casas de madeira que recenseou nos arquivos notariais para o per\u00edodo de 1715 a 1789 t\u00eam uma superf\u00edcie de 245 a 255 m2, e apenas um piso t\u00e9rreo.\">&nbsp;<\/span>. Naquela altura, apenas rivalizavam com outro edif\u00edcio privado: o Ch\u00e2teau du Gol (Castelo do Gol), constru\u00eddo por volta de 1747 na plan\u00edcie com o mesmo nome em Saint-Louis. As plantas desta mans\u00e3o foram desenhadas por Antoine Marie Desforges-Boucher (1715-1790), engenheiro da Companhia Francesa das \u00cdndias Orientais, governador-geral das Ilhas Mascarenhas de 1759 a 1767. \u00c9 constitu\u00eddo por um edif\u00edcio principal, com arcadas na fachada sul do r\u00e9s-do-ch\u00e3o e do primeiro andar, e com \u00e1guas furtadas sob um telhado em forma de mansarda. Desforges-Boucher parece referir-se \u00e0s malouni\u00e8res (mans\u00f5es t\u00edpicas de Saint-Malo) dos armadores bret\u00f5es.<\/p>\n<figure id=\"attachment_542\" aria-describedby=\"caption-attachment-542\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-7-web.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-542 size-full\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-7-web.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"595\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-7-web.jpg 800w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-7-web-300x223.jpg 300w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-7-web-768x571.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-542\" class=\"wp-caption-text\">Ch\u00e2teau du Gol em Saint-Louis. Louis Antoine Roussin. 1847.<br \/>Cole\u00e7\u00e3o museu L\u00e9on Dierx<\/figcaption><\/figure>\n<p>Embora as varandas n\u00e3o constituam uma caracter\u00edstica original das casas Desbassayns, a sua disposi\u00e7\u00e3o em dois n\u00edveis no s\u00e9culo XVIII \u00e9 excecional. Podemos encontrar esta disposi\u00e7\u00e3o somente na fachada norte do curato de Saint-Denis, finalizada em meados da d\u00e9cada de 1750, e atualmente modificada. Al\u00e9m disso, a sua exist\u00eancia em duas das fachadas, em Vill\u00e8le (Saint-Gilles-les-Hauts) e na Chauss\u00e9e Royale, n\u00e3o encontra equivalente noutras casas contempor\u00e2neas. Formam uma grande assoalhada que protege a sala central dos raios solares, e proporciona um espa\u00e7o de descanso abrigado com vista para o jardim. Em Bernica, existem apenas na fachada oeste, ocultadas atualmente por acrescentos efetuados durante a d\u00e9cada de 1970. Em Saint-Gilles-les-Hauts, as varandas da fachada oriental foram fechadas ap\u00f3s 1848, as da fachada ocidental ainda permanecem abertas.<\/p>\n<p>Erigidas no final do s\u00e9culo XVIII, as tr\u00eas casas de Desbassayns n\u00e3o inspiram nenhum outro not\u00e1vel da col\u00f3nia durante o s\u00e9culo seguinte, exceto um, Fran\u00e7ois-Xavier Bellier-Montrose. Entre 1825 e 1827, provavelmente segundo as plantas de Jean-Baptise Reynoal de Lescouble, construiu em Bois-Rouge (Saint-Andr\u00e9) uma grande casa de fam\u00edlia em pedra cuja fachada norte com dupla varanda central evoca a de Saint-Gilles-les-Hauts ou da &#8220;<em>Grand Cour<\/em>&#8220;. A casa de Bois Rouge era originalmente revestida com uma argamassa, como as casas Desbassayns. Todavia, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel afirmar que estas \u00faltimas tenham disso o modelo da primeira.<\/p>\n<figure id=\"attachment_544\" aria-describedby=\"caption-attachment-544\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-8-web.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-544 size-full\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-8-web.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"463\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-8-web.jpg 800w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-8-web-300x174.jpg 300w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-8-web-768x444.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-544\" class=\"wp-caption-text\">Maison de Bois Rouge. Jean-Baptiste Dumas. Circa 1829-1830.<br \/>Cole\u00e7\u00e3o Arquivos do departamento da Reuni\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<h3>Depois de Madame Desbassayns<\/h3>\n<p>Ombline Panon-Desbassayns herdou Saint-Gilles-les-Hauts ap\u00f3s o falecimento do seu marido em 1800 e, um ano depois, Bernica e o \u00abterreno de localiza\u00e7\u00e3o\u00bb de Chauss\u00e9e Royale ap\u00f3s a morte do seu pai. Aquando do seu falecimento em 1846, a sua propriedade \u00e9 partilhada: Saint-Gilles-les-Hauts torna-se propriedade dos Vill\u00e8le, Bernica \u00e9 atribu\u00edda a Joseph Panon-Desbassayns, Euphrasie Pajot, Ursule Hamelin e Claire Vecth, todos descendentes da matriarca e a \u00ab<em>Grand Cour<\/em>\u00bb permanece indivisa. Em ambas as propriedades agr\u00edcolas existem f\u00e1bricas de a\u00e7\u00facar criadas durante os anos 1820-1830.<\/p>\n<p>De 1846 a 1974, a casa de Saint-Gilles-les-Hauts pertenceu aos descendentes de Jean-Baptiste de Vill\u00e8le, at\u00e9 \u00e0 sua venda ao Departamento de Reuni\u00e3o. Ao longo deste per\u00edodo, as principais modifica\u00e7\u00f5es dizem respeito \u00e0 fachada este, cujas varandas foram fechadas para ampliar a casa. Durante a d\u00e9cada de 1930, a casa parece ter sido renovada, \u00e9poca durante a qual as portadas de janelas simples foram substitu\u00eddas por portadas duplas. Desde 1974, tornou-se um museu hist\u00f3rico e tem sido objeto de v\u00e1rias transforma\u00e7\u00f5es interiores.<\/p>\n<figure id=\"attachment_546\" aria-describedby=\"caption-attachment-546\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-9-web.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-546 size-full\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-9-web.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"524\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-9-web.jpg 800w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-9-web-300x197.jpg 300w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-9-web-768x503.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-546\" class=\"wp-caption-text\">Fachada oeste do Museu Vill\u00e8le. Circa 1980.<br \/>Cole\u00e7\u00e3o privada.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Em 1847, a propriedade de Bernica foi cedida a Edouard Man\u00e8s e, mais tarde, tornou-se propriedade da fam\u00edlia Etchegaray de 1855 a 1873. A casa n\u00e3o foi modificada e ainda apresentava, no final do s\u00e9culo XIX, um terra\u00e7o no telhado e ainda, provavelmente, varandas abertas para oeste. Cedido \u00e0 fam\u00edlia Martin em 1909, foi talvez alterada no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, sendo-lhe acrescentado um triplo telhado com quatro \u00e1guas que veio substituir o telhado terra\u00e7o. Talvez tenha sido tamb\u00e9m nesta data, que as varandas da fachada viradas para o mar foram fechadas. Integrada no patrim\u00f3nio da SA de l&#8217;Eperon em 1920, os diretores dessa sociedade cederam a casa de Bernica aos Irm\u00e3os das Escolas Crist\u00e3s, a 18 de dezembro de 1940, bem como tr\u00eas hectares de terra ao redor, para que pudessem estabelecer uma faculdade. A congrega\u00e7\u00e3o modificou profundamente as fachadas, construindo novos edif\u00edcios adjacentes. Atualmente, \u00e9 um dos anexos do Lyc\u00e9e La Salle Maison Blanche.<\/p>\n<figure id=\"attachment_548\" aria-describedby=\"caption-attachment-548\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-10-web.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-548 size-full\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-10-web.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"535\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-10-web.jpg 800w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-10-web-300x201.jpg 300w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-10-web-768x514.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-548\" class=\"wp-caption-text\">Fachada oeste da casa de Bernica. Circa 1940.<br \/>Cole\u00e7\u00e3o Irm\u00e3os das Escolas Crist\u00e3s<\/figcaption><\/figure>\n<figure id=\"attachment_550\" aria-describedby=\"caption-attachment-550\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-11-web.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-550 size-full\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-11-web.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"529\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-11-web.jpg 800w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-11-web-300x198.jpg 300w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-11-web-768x508.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-550\" class=\"wp-caption-text\">Fachadas norte e este da casa de Bernica. Circa 1940.<br \/>Cole\u00e7\u00e3o Irm\u00e3os das Escolas Crist\u00e3s<\/figcaption><\/figure>\n<p>Finalmente, de 1846 a 1854, a casa de Chauss\u00e9e Royale n\u00e3o foi partilhada. Foi vendida em leil\u00e3o a 9 de julho de 1854 e tornou-se propriedade de Camille Jurien de La Gravi\u00e8re, filha \u00fanica de Joseph Panon-Desbassayns. Seis anos depois, a 18 de setembro de 1858, esta mulher muito piedosa cedeu o \u00abterreno de localiza\u00e7\u00e3o\u00bb ao episcopado. Este \u00faltimo fundou a\u00ed uma faculdade, chamada Saint-Charles. Durante a segunda metade do s\u00e9culo XIX, \u00e9 constru\u00edda no terra\u00e7o telhado, uma estrutura de vigas de madeira coberta de telhas. Ap\u00f3s a transfer\u00eancia do col\u00e9gio para Saint-Denis, por volta de 1874, a casa desocupada deteriorou-se: estava totalmente em ru\u00ednas na d\u00e9cada de 1950. Os telhados, andares, janelas e portadas tinham desaparecido. Os revestimentos estavam muito danificados.<\/p>\n<figure id=\"attachment_552\" aria-describedby=\"caption-attachment-552\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-12-web.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-552 size-full\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-12-web.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"706\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-12-web.jpg 800w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-12-web-300x265.jpg 300w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/ill-12-web-768x678.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-552\" class=\"wp-caption-text\">Coll\u00e8ge de la Chauss\u00e9e. circa 1930. <br \/>Cole\u00e7\u00e3o J-F. Hibon de Frohen.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ap\u00f3s um acordo entre o Episcopado e a associa\u00e7\u00e3o chinesa Kuo-Min-Tang, a casa foi renovada em 1959. At\u00e9 1973, albergava uma escola franco-chinesa cuja iniciativa se deveu ao Padre Antoine Lan Pin Ho. As salas de aula situavam-se no r\u00e9s-do-ch\u00e3o, havia um dormit\u00f3rio no andar de cima. Depois do encerramento da escola em 1970, foi inicialmente transformada em armaz\u00e9m, recuperando de seguida uma voca\u00e7\u00e3o cultural, em 1982, com a instala\u00e7\u00e3o da associa\u00e7\u00e3o franco-chinesa que ali instalou a sua sede at\u00e9 2011. O Episcopado separou-se da casa em prol do munic\u00edpio de Saint-Paul.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":5397,"parent":5002,"menu_order":20,"template":"","class_list":["post-5030","documentaire","type-documentaire","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/documentaire\/5030","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/documentaire"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/documentaire"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/documentaire\/5002"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5397"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5030"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}