{"id":5473,"date":"2021-08-04T06:23:10","date_gmt":"2021-08-04T04:23:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/?post_type=documentaire&#038;p=5473"},"modified":"2021-11-26T09:10:38","modified_gmt":"2021-11-26T08:10:38","slug":"uma-casa-na-costa-do-barlavento-le-grand-hazier-historia-de-uma-concessao-um-lugar-e-uma-propriedade-crioula-de-mais-de-trezentos","status":"publish","type":"documentaire","link":"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/pt-pt\/documentaires\/uma-sociedade-de-plantacao\/as-grandes-familias-de-plantadores\/uma-casa-na-costa-do-barlavento-le-grand-hazier-historia-de-uma-concessao-um-lugar-e-uma-propriedade-crioula-de-mais-de-trezentos\/","title":{"rendered":"Uma casa na costa a barlavento, Le Grand Hazier: hist\u00f3ria de uma concess\u00e3o, um lugar e uma propriedade crioula de mais de trezentos"},"content":{"rendered":"<h2>A propriedade do Grand Hazier \u00e9 sem d\u00favida umas das mais antigas da Ilha da Reuni\u00e3o.<\/h2>\n<p>A primeira concess\u00e3o foi outorgada entre 1674 e 1678<span class=\"NOTE_MARKER\" rel=\"0.2616257854797184\" aria-label=\"Julgamento de Vauboulon.\">&nbsp;<\/span> par le Gouverneur d\u2019Orgeret<span class=\"NOTE_MARKER\" rel=\"0.33707676487194393\" aria-label=\"Henry Hesse d'Orgeret foi Governador de Bourbon de 1 de dezembro de 1674 a 17 de junho de 1678.\">&nbsp;<\/span> pelo Governador d\u2019Orgeret a Jean Julien, um homem origin\u00e1rio de Lyon nascido por volta de 1640, um antigo soldado ao servi\u00e7o da Companhia das \u00cdndias francesas em Fort Dauphin. Estabeleceu-se com a sua esposa malgaxe na costa do barlavento e cultivaram as terras que possu\u00eda em Sainte-Suzanne e que lhe foram concedidas em 1703, criando algumas cabe\u00e7as de gado e algumas aves de capoeira.<\/p>\n<p>Os escravos sempre participaram no desenvolvimento da propriedade do Grand Hazier. Charles, um escravo oriundo das \u00cdndias, chegou com Jean Julien e a esposa e foi provavelmente o primeiro escravo a cultivar a concess\u00e3o Grand Hazier. Em 1709, Jean Julien trocou <span class=\"NOTE_MARKER\" rel=\"0.7469754147276397\" aria-label=\"ADR, 3E29, correspond\u00eancia entre Julien e Panon de 27 de outubro de 1709. \">&nbsp;<\/span>Charles por um dos escravos de Augustin Panon. O seu trabalho e conhecimento da propriedade foram provavelmente muito apreciados pelo rec\u00e9m-chegado de Toulon<span class=\"NOTE_MARKER\" rel=\"0.5366438091805297\" aria-label=\"Augustin Panon nasceu em 1664 em Toulon (Var), filho de um padeiro, chegou \u00e0 ilha Bourbon no final de 1689 a bordo do navio Saint Jean Baptiste.\">&nbsp;<\/span> que adquirira uns anos antes metade de Grand Hazier. Jean Julien, que tinha acabado de perder a mulher e estava a ficar velho, n\u00e3o podia continuar a manter a sua terra e escolheu confiar o cultivo da propriedade a Augustin Panon.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3094\" aria-describedby=\"caption-attachment-3094\" style=\"width: 1737px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Donation-panon-jullien.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3094 size-full\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Donation-panon-jullien.jpg\" alt=\"\" width=\"1737\" height=\"1311\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Donation-panon-jullien.jpg 1737w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Donation-panon-jullien-300x226.jpg 300w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Donation-panon-jullien-768x580.jpg 768w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Donation-panon-jullien-1024x773.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3094\" class=\"wp-caption-text\">Doa\u00e7\u00e3o de um escravo, Augustin Panon e Jean Julien Lousteau. 27 de outubro de 1709. Manuscrito. Extrato de Not\u00e1rios, subs\u00e9rie 3E.<br \/>Cole\u00e7\u00e3o Arquivos departamentais da Reuni\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>Em 1714, Augustin Panon, um antigo carpinteiro, que tinha adquirido metade da propriedade dez anos antes,<span class=\"NOTE_MARKER\" rel=\"0.7481876472893725\" aria-label=\"ADR, C\u00b01921, Registo das concess\u00f5es de 1690 a 1725.\">&nbsp;<\/span> tornou-se o \u00fanico propriet\u00e1rio da concess\u00e3o que se estendia desde a ravina Grand Hazier at\u00e9 \u00e0 ravina Jean Bellon e a sul da estrada principal para Bagatelle<span class=\"NOTE_MARKER\" rel=\"0.14491768208712041\" aria-label=\"ADR, C\u00b01921, Registo das concess\u00f5es de 1690 a 1725 - Contrato de concess\u00e3o de Augustin PANON de 26 de julho de 1724.\">&nbsp;<\/span>.<\/p>\n<p>O antepassado da dinastia Panon, soube prosperar ao adquirir v\u00e1rias concess\u00f5es, e em particular a de Grand Hazier sobre a qual nunca viver\u00e1, preferindo a de La Mare onde construiu a casa mais bonita da Col\u00f3nia <span class=\"NOTE_MARKER\" rel=\"0.07369879841088733\" aria-label=\"BOUCHER no seu \u00abM\u00e9moire pour servir \u00e0 la connaissance particuli\u00e8re de chacun des habitans de l'Isle de Bourbon\u00bb disse sobre ele: \u00abexcelente carpinteiro e marceneiro, tinha constru\u00eddo em La Mare uma resid\u00eancia muito bonita que durante uma parte do s\u00e9culo XVIII teve a reputa\u00e7\u00e3o de ser de uma conce\u00e7\u00e3o e solidez excecionais\u00bb.\">&nbsp;<\/span>. Nas suas propriedades, cultiva trigo, arroz, mileto, batata doce, um pouco de cana-de-a\u00e7\u00facar, frutas e v\u00e1rios vegetais. Em 1710, era propriet\u00e1rio de uma manada de mais de 250 animais.<\/p>\n<p>Muitos escravos trabalharam nas propriedades do Grand Hazier e La Mare a fim de cultivar os 22 000 cafeeiros existentes nas terras de Augustin Panon com 1751 \u00ab<em>arpents<\/em>\u00bb<span class=\"NOTE_MARKER\" rel=\"0.21922464989780144\" aria-label=\" 438 hectares.\">&nbsp;<\/span>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\">Escravos de Augustin Panon<span class=\"NOTE_MARKER\" rel=\"0.8038303933826856\" aria-label=\"ADR, censos de 1708 a 1747, C\u00b0767 \u00e0 C\u00b0793.\">&nbsp;<\/span><\/h4>\n<h4 style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Stats-esclaves-GH1-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-5517\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Stats-esclaves-GH1-1.jpg\" alt=\"\" width=\"900\" height=\"645\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Stats-esclaves-GH1-1.jpg 900w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Stats-esclaves-GH1-1-300x215.jpg 300w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Stats-esclaves-GH1-1-768x550.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><\/a><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Desforges-Boucher<span class=\"NOTE_MARKER\" rel=\"0.4582072190384707\" aria-label=\"Antoine LABB\u00c9 conhecido como Desforges-Boucher, nascido em Brest por volta de 1679, contratado como marinheiro num navio com destino \u00e0s \u00cdndias. Raptado pelos mouros e mantido em cativeiro, foi libertado em 1695 por S\u00e9guier de Liancourt, governador de Pondicheri. Chegado por acaso \u00e0 ilha Bourbon, o governador de Villers ofereceu-lhe um cargo de chefe de armaz\u00e9m, regressando a Fran\u00e7a com uma fortuna ganha no jogo. Casou com Charlotte Duhamel, sobrinha do diretor da Companhia das \u00cdndias francesas. Voltou a Bourbon como assistente do governador em 1718, alcan\u00e7ou a posi\u00e7\u00e3o mais alta da ilha em 1723 e faleceu a 1 de dezembro de 1725.\">&nbsp;<\/span> que regressou \u00e0 ilha em 1723, imp\u00f4s aos colonos que limitassem as suas concess\u00f5es, o que lhe permitiu obrig\u00e1-los a pagar impostos adaptados aos seus bens. A concess\u00e3o da Grand Hazier adquirida por Augustin Panon cerca de vinte anos antes englobava mais de 62 000 <em>gaulettes<\/em> quadradas<span class=\"NOTE_MARKER\" rel=\"0.6639879305231805\" aria-label=\"A \u00abgaulette\u00bb de 15 p\u00e9s equivale a 4872m.\">&nbsp;<\/span> isto \u00e9, 147 hectares. Em 1730, quando a sua esposa Fran\u00e7oise Ch\u00e2telain morreu, a propriedade, totalmente adquirida em comunh\u00e3o de bens, foi dividida entre Augustin Panon e os dez filhos dos quatro casamentos da falecida. Os nove filhos sobreviventes tornaram-se propriet\u00e1rios de uma parcela de terreno com cerca de 12 hectares e Augustin Panon de uma parcela com cerca de 110 hectares. A partir deste per\u00edodo, certos ramos da fam\u00edlia Panon receberam os apelidos Panon Lamare, Panon du Hazier \u23e4 provavelmente o propriet\u00e1rio do Grand Hazier, e que destaca a notoriedade deste lugar excecional \u23e4 Panon du Portail, Panon de l&#8217;Inde e Panon Desbassayns.<\/p>\n<p>A partir de 1715, a febre do caf\u00e9 Moka surgiu na Ilha Bourbon, a fam\u00edlia Panon bem como os seus herdeiros participaram ativamente nesta cultura, particularmente encorajados pelo Conselho Superior da Ilha. Em 1741 <span class=\"NOTE_MARKER\" rel=\"0.8528620427662651\" aria-label=\"ADR, C\u00b0787, censos individuais de Saint-Denis de 1741.\">&nbsp;<\/span> , Augustin Panon declara 32 000 cafeeiros, Louis Caillou, marido da filha Catherine declara 29 000, enquanto Jean Louis Gilles Fran\u00e7ois Desblotti\u00e8res, marido de Marie, a filha mais nova, declara quase 40 000. Ap\u00f3s a retrocess\u00e3o da ilha pela Companhia das \u00cdndias ao Rei de Fran\u00e7a, a situa\u00e7\u00e3o na ilha \u00e9 preocupante, em 1772, 1773 e 1774, tr\u00eas grandes ciclones devastam as planta\u00e7\u00f5es, sendo o cultivo de caf\u00e9 severamente afetado. Os grandes plantadores aproveitaram a ang\u00fastia dos pequenos plantadores que tinham perdido tudo, recuperando terras adicionais. A riqueza de um propriet\u00e1rio n\u00e3o est\u00e1 apenas na terra que possui, mas tamb\u00e9m no n\u00famero de cafeeiros e escravos. Este cultivo de caf\u00e9, que necessitava de m\u00e3o-de-obra intensiva, levou ao in\u00edcio do com\u00e9rcio de escravos em grande escala.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3098\" aria-describedby=\"caption-attachment-3098\" style=\"width: 1000px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/R03702.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3098 size-full\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/R03702.jpg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"862\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/R03702.jpg 1000w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/R03702-300x259.jpg 300w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/R03702-768x662.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3098\" class=\"wp-caption-text\">Colheita do caf\u00e9. 1887. Gravura. In:\u00a0\u00a0<em>La R\u00e9union et Madagasca<\/em>r \/ Fernand Hue, p. 119.<br \/>Cole\u00e7\u00e3o Biblioteca departamental da Reuni\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>Por volta de 1785, os propriet\u00e1rios do Grand Hazier chamavam-se Grinne, Gillot, Panon l&#8217;Inde<span class=\"NOTE_MARKER\" rel=\"0.4360633134410391\" aria-label=\"Filho de Joseph Panon Lamare.\">&nbsp;<\/span>, Sentuary<span class=\"NOTE_MARKER\" rel=\"0.2132102461761909\" aria-label=\"Cunhado de Catherine Panon.\">&nbsp;<\/span> et Delaunay<span class=\"NOTE_MARKER\" rel=\"0.13095178740939317\" aria-label=\"Filho de Suzanne Panon.\">&nbsp;<\/span>. sendo todos herdeiros ou aliados da dinastia Panon com exce\u00e7\u00e3o de Grinne. Jean Jacques Panon l&#8217;Inde<span class=\"NOTE_MARKER\" rel=\"0.4851804829155141\" aria-label=\"Nomeado chefe dos entrepostos de Narsapur e Yanaon em 1757, depois capit\u00e3o de uma companhia de volunt\u00e1rios em Mazulipatam, regressou a Yanaon e de seguida a Chandernagor e morreu em Patna em 1802 onde tinha sido nomeado chefe do entreposto desde 1773\">&nbsp;<\/span> \u00e9 sem d\u00favida um dos menos conhecidos dos filhos de Joseph Panon Lamare. Oficial das tropas em Pondicheri desde 1736, fez toda a sua carreira na \u00cdndia. Confiou a gest\u00e3o da sua parcela de terreno em Grand Hazier ao sobrinho Pierre Auguste Delaunay, que j\u00e1 possu\u00eda uma parcela nas proximidades.<\/p>\n<p>No entanto, foi em 1789 que um dos sucessores de Delaunay, Nicolas Caradec, um bret\u00e3o de origem aristocr\u00e1tica, um antigo oficial que tinha lutado em Pondicheri e que casou com Madeleine Gillot <span class=\"NOTE_MARKER\" rel=\"0.06694897264391142\" aria-label=\"sobrinha de Fran\u00e7oise Grayell, filha de Anne Panon.\">&nbsp;<\/span>, filha de um rico propriet\u00e1rio de terras, concedeu ao Grand Hazier o seu t\u00edtulo nobili\u00e1rquico. A propriedade foi ent\u00e3o plantada com milho, arroz, trigo e mandioca, mas tamb\u00e9m com caf\u00e9 e cravo-da-\u00edndia.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3100\" aria-describedby=\"caption-attachment-3100\" style=\"width: 1000px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/15P1-HM1-19-coupe-de-canne-a-sucre.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3100 size-full\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/15P1-HM1-19-coupe-de-canne-a-sucre.jpg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"634\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/15P1-HM1-19-coupe-de-canne-a-sucre.jpg 1000w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/15P1-HM1-19-coupe-de-canne-a-sucre-300x190.jpg 300w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/15P1-HM1-19-coupe-de-canne-a-sucre-768x487.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3100\" class=\"wp-caption-text\">REUNI\u00c3O. &#8211; Corte das canas-de-a\u00e7\u00facar. Cole\u00e7\u00e3o H.M&#8230; [1899-19&#8230;]. Impress\u00e3o fotomec\u00e2nica.<br \/>Cole\u00e7\u00e3o privada Jean-Fran\u00e7ois Hibon de Frohen. Direitos reservados<\/figcaption><\/figure>\n<p>Quando o seu marido morreu em 1813, a propriedade tinha quase 52 hectares, e a vi\u00fava Caradec abandonou um pouco as culturas alimentares para embarcar na aventura da cana-de-a\u00e7\u00facar, mandando construir uma refinaria, provavelmente antes de 1830, com a ajuda da fam\u00edlia Nas de Tourris, que herdou a propriedade quando ela faleceu em 1843.<\/p>\n<p>O n\u00famero de escravos que trabalhavam na herdade no in\u00edcio do s\u00e9culo XIX n\u00e3o tinha substancialmente mudado desde 1747. Quando a vi\u00fava de Nicolas Caradec e a fam\u00edlia de Tourris embarcaram na aventura do a\u00e7\u00facar e constru\u00edram a f\u00e1brica na propriedade de Grand Hazier, viram-se obrigados a trazer mais m\u00e3o-de-obra, apesar da lei que proibia o com\u00e9rcio de escravos<span style=\"font-size: 1rem;\"><span class=\"NOTE_MARKER\" rel=\"0.5536227432120592\" aria-label=\"A 26 de julho de 1817, uma portaria promulgada na Ilha Bourbon foi completada pela lei de 15 de abril de 1818 que pro\u00edbe o com\u00e9rcio de escravos no seio do Imp\u00e9rio Colonial Franc\u00eas.\">&nbsp;<\/span>, Cinquenta escravos, incluindo cerca de vinte jovens cafres<span class=\"NOTE_MARKER\" rel=\"0.17470748432785432\" aria-label=\"Nativos da \u00c1frica Austral.\">&nbsp;<\/span>, foram listados no invent\u00e1rio ap\u00f3s a morte de Marie Nicolas Gustave de Nas de Tourris.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Stats-esclaves-GH1-2-1.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-5559 size-full\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Stats-esclaves-GH1-2-1.jpg\" alt=\"\" width=\"900\" height=\"454\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Stats-esclaves-GH1-2-1.jpg 900w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Stats-esclaves-GH1-2-1-300x151.jpg 300w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Stats-esclaves-GH1-2-1-768x387.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Stats-esclaves-GH1-3.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-5520 size-full\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Stats-esclaves-GH1-3.jpg\" alt=\"\" width=\"900\" height=\"601\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Stats-esclaves-GH1-3.jpg 900w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Stats-esclaves-GH1-3-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Stats-esclaves-GH1-3-768x513.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Stats-esclaves-GH1-4-1.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-5562 size-full\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Stats-esclaves-GH1-4-1.jpg\" alt=\"\" width=\"900\" height=\"466\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Stats-esclaves-GH1-4-1.jpg 900w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Stats-esclaves-GH1-4-1-300x155.jpg 300w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Stats-esclaves-GH1-4-1-768x398.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">O Grand Hazier foi particularmente explorado pelo filho de um colonizador bret\u00e3o, um certo Jean Baptiste Marie Z\u00e9phirin Martin Renoyal de Lescouble que, de 1811 a 1838, descreveu a sua vida na Ilha Bourbon<span class=\"NOTE_MARKER\" rel=\"0.4451256639218121\" aria-label=\"RENOYAL de LESCOUBLE, Jean Baptiste, Journal d\u2019un colon de l\u2019\u00eele Bourbon, 3 volumes, L\u2019Harmattan \u2013 Editions du Tramail \u2013 1990.\">&nbsp;<\/span>. Recordemos que o Grand Hazier era considerado na altura mais como um lugar do que como uma propriedade de pleno direito. Foi neste contexto que Lescouble viveu de 1811 a 1813, na terra do seu meio-irm\u00e3o Grinne, n\u00e3o muito longe da terra pertencente a Caradec<span class=\"NOTE_MARKER\" rel=\"0.7495047821339424\" aria-label=\"Caradec vivia na propriedade correspondente \u00e0quela que conhecemos hoje.\">&nbsp;<\/span>. Os vizinhos, com quem manteve rela\u00e7\u00f5es amig\u00e1veis e de vizinhan\u00e7a, chamavam-se Caradec, Grinne e a vi\u00fava Fr\u00e9on<span class=\"NOTE_MARKER\" rel=\"0.10173645487781824\" aria-label=\"Elisabeth Euphrasie L\u00e9ger, esposa de Laurent Lambert Fr\u00e9on, neta de Marie Esparon, filha de Fran\u00e7oise Ch\u00e2telain, propriet\u00e1ria do dom\u00ednio de Belle-Eau situado a norte do Grand Hazier e da estrada principal que vai de Saint-Denis a Sainte-Suzanne.\">&nbsp;<\/span>.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3124\" aria-describedby=\"caption-attachment-3124\" style=\"width: 760px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Plan-habitation-mauvais-\u00e9tat.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3124 size-full\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Plan-habitation-mauvais-\u00e9tat.jpg\" alt=\"\" width=\"760\" height=\"467\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Plan-habitation-mauvais-\u00e9tat.jpg 760w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Plan-habitation-mauvais-\u00e9tat-300x184.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 706px) 89vw, (max-width: 767px) 82vw, 740px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3124\" class=\"wp-caption-text\">Planta em muito mau estado, sem data, encontrada num antigo edif\u00edcio da propriedade. Parece datar da primeira parte do s\u00e9culo XIX. Pode-se concluir que os edif\u00edcios est\u00e3o localizados nos lugares onde hoje encontramos constru\u00e7\u00f5es. A casa principal, provavelmente a que foi constru\u00edda por Nicolas Caradec antes do final do s\u00e9culo XVIII, \u00e9 facilmente identific\u00e1vel \u2014 situa-se na extremidade oriental da propriedade (o edif\u00edcio em forma de \u00abU\u00bb).<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: left;\">A propriedade principal constru\u00edda sob Caradec era <em>feita de madeira, coberta de ripas de madeira e com pain\u00e9is<\/em>. Era relativamente modesta, por\u00e9m obedecia aos padr\u00f5es das casas crioulas dos grandes propriet\u00e1rios: uma casa de um andar, com uma varanda, uma sala de estar, uma sala de jantar e uma cozinha exterior. Situava-se defronte das numerosas cubatas da popula\u00e7\u00e3o servil e ao lado do \u00ab<em>calbanon<\/em>\u00bb<span class=\"NOTE_MARKER\" rel=\"0.6966687691560929\" aria-label=\"Ao contr\u00e1rio da palavra \u00abcabanon\u00bb que, em franc\u00eas, designa uma cabana ou em proven\u00e7al uma pequena casa de campo, o termo crioulo aplica-se a um alojamento que permanece o s\u00edmbolo do \u00abacampamento destinado aos escravos, depois aos contratados\u00bb que trabalhavam nas planta\u00e7\u00f5es de cana-de-a\u00e7\u00facar. Era um grande edif\u00edcio de madeira ou pedra com um telhado de palha, telha ou ripas de madeira, dividido em divis\u00f5es id\u00eanticas (uma \u00fanica fila sob um telhado de uma s\u00f3 \u00e1gua, ou duas sob um telhado de duas \u00e1guas). Cada aposento, medindo aproximadamente 3 a 4 metros de lado, era iluminado durante o dia pela porta de entrada \u00fanica e por pequenas aberturas na parte superior da parede traseira, e era isolado por divis\u00f3rias de pedra ou madeira; sendo ocupado por uma fam\u00edlia ou por v\u00e1rias pessoas solteiras. Reduzido ao papel exclusivo de um dormit\u00f3rio, era desprovido de um ponto de \u00e1gua; todas as atividades relacionadas com a higiene e nutri\u00e7\u00e3o eram deixadas ao engenho dos ocupantes. (ROBERT, Ren\u00e9, e BARAT, Christian, Dictionnaire illustr\u00e9 de La R\u00e9union, Editions Diffusion Culturelle de France).\">&nbsp;<\/span> constru\u00eddo por volta de 1848. Visto que o estado da casa se degradou, a fam\u00edlia Nas de Tourris reconstruiu-a por volta de 1860, sendo essa a casa que foi adquirida pela fam\u00edlia Chassagne, os seus atuais propriet\u00e1rios.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3106\" aria-describedby=\"caption-attachment-3106\" style=\"width: 1000px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/La-nouvelle-maison.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"taille-initiale wp-image-3106 size-full\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/La-nouvelle-maison.jpg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"699\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/La-nouvelle-maison.jpg 1000w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/La-nouvelle-maison-300x210.jpg 300w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/La-nouvelle-maison-768x537.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3106\" class=\"wp-caption-text\">Fachada principal, 1903. Fotografia.<br \/>Cole\u00e7\u00e3o privada da fam\u00edlia Chassagne. Todos os direitos reservados.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: left;\">Os numerosos contratados necess\u00e1rios \u00e0 cultura da cana s\u00e3o duramente atingidos pela epidemia de c\u00f3lera de 1859. Louis de Nas de Tourris, ent\u00e3o presidente da c\u00e2mara de Sainte-Suzanne, estava particularmente atento n\u00e3o s\u00f3 ao pessoal que trabalha na sua propriedade, mas tamb\u00e9m \u00e0 popula\u00e7\u00e3o de Sainte-Suzanne. O seu zelo neste doloroso epis\u00f3dio vale-lhe ser promovido a Cavaleiro da Legi\u00e3o de Honra, sendo distinguido pessoalmente pelo imperador Napole\u00e3o III<span class=\"NOTE_MARKER\" rel=\"0.2099075179222455\" aria-label=\"DEJEAN de La BATIE, Antoine, Histoire g\u00e9n\u00e9alogique de la famille NAS de TOURRIS en Provence et \u00e0 l'Ile Bourbon, edi\u00e7\u00e3o de 1934.\">&nbsp;<\/span>.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">A crise que se seguiu levou os plantadores crioulos a encontrar outras formas de compensar a queda na produ\u00e7\u00e3o de cana-de-a\u00e7\u00facar.<br \/>\nO governador Darricau pediu a Louis de Nas de Tourris que fosse \u00e0 Nova Caled\u00f3nia para prospetar com a ideia de plantar cana-de-a\u00e7\u00facar e construir novas f\u00e1bricas. No seu regresso, convencido de que a cana-de-a\u00e7\u00facar tinha encontrado um novo Eldorado, Louis de Nas de Tourris embarcou com a sua fam\u00edlia e vendeu a propriedade, seguido por outros plantadores crioulos que embarcaram para a Nova Caled\u00f3nia, n\u00e3o sem trazer consigo um certo n\u00famero de empregados indianos especializados no cultivo da cana-de-a\u00e7\u00faca<span style=\"font-size: 1rem;\"><span class=\"NOTE_MARKER\" rel=\"0.06079452272034169\" aria-label=\"DELATHIERE, Jerry, Ils ont cr\u00e9\u00e9 La Foa, familles pionni\u00e8res de Nouvelle-Cal\u00e9donie, publicado pela C\u00e2mara Municipal de La Foa, 2000.\">&nbsp;<\/span>.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_3108\" aria-describedby=\"caption-attachment-3108\" style=\"width: 1000px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Longere-des-ouvriers-.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3108 size-full\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Longere-des-ouvriers-.jpg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"673\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Longere-des-ouvriers-.jpg 1000w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Longere-des-ouvriers--300x202.jpg 300w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Longere-des-ouvriers--768x517.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3108\" class=\"wp-caption-text\">Edif\u00edcio dos trabalhadores. 1903. Fotografia.<br \/>Cole\u00e7\u00e3o privada da fam\u00edlia Chassagne. Direitos reservados<\/figcaption><\/figure>\n<figure id=\"attachment_3110\" aria-describedby=\"caption-attachment-3110\" style=\"width: 1000px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Le-calbanon-aujourd-hui.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3110 size-full\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Le-calbanon-aujourd-hui.jpg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Le-calbanon-aujourd-hui.jpg 1000w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Le-calbanon-aujourd-hui-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Le-calbanon-aujourd-hui-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3110\" class=\"wp-caption-text\">O \u00abCalbanon\u00bb (alojamento dos trabalhadores) hoje em dia. Claude Rossignol. Janeiro de 2019. Fotografia. <br \/>Todos os direitos reservados.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: left;\">Adolphe Richard e a esposa Marie Eug\u00e9nie Deshayes compraram esta grande propriedade a Louis de Nas de Tourris, \u00e0 qual acrescentaram a propriedade Belle Eau, localizada a norte de Grand Hazier em 1876. Adolphe Richard tamb\u00e9m sucedeu a Louis de Nas de Tourris como magistrado principal da cidade, cargo que manteve at\u00e9 \u00e0 sua morte em 1885. A sua esposa viveu mais cinco anos, contudo, devido \u00e0 complexidade da sucess\u00e3o, levou algum tempo para proceder \u00e0 liquida\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">No final do s\u00e9culo, o Grand Hazier era delimitado por todos os lados pelas propriedades pertencentes \u00e0 heran\u00e7a da vi\u00fava Jurien, que n\u00e3o era outra sen\u00e3o Camille Panon Desbassayns de Richemont<span style=\"font-size: 1rem;\"><span class=\"NOTE_MARKER\" rel=\"0.0335108259937269\" aria-label=\"Marie Antoinette Camille Panon Desbassayns de Richemont, nasceu a 4 de agosto de 1811 em Saint-Denis (ANOM, registo de casamentos de Saint-Denis de 1831, assento N\u00b018), filha de Joseph Panon bar\u00e3o Desbassayns e de Marie Elisabeth Pajot esposa de Louis Charles Jurien (1797-1858), Visconde de La Gravi\u00e8re, Oficial da Legi\u00e3o de Honra, Comiss\u00e1rio Geral da Marinha, Prefeito de Rochefort, falecido em Paris a 11 de agosto de 1878. (Archives municipales de Paris, VIe arrondissement, V4E 3205, registo de \u00f3bitos, assento n\u00b01614)\">&nbsp;<\/span>, descendente de Augustin Panon, propriet\u00e1rio do Grand Hazier no in\u00edcio do s\u00e9culo XVIII. <\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_3114\" aria-describedby=\"caption-attachment-3114\" style=\"width: 1538px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/5P1-2006-JL-PL-518-vue-aerienne-des-champs-de-cannes-a-sucre-.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3114 size-full\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/5P1-2006-JL-PL-518-vue-aerienne-des-champs-de-cannes-a-sucre-.jpg\" alt=\"\" width=\"1538\" height=\"928\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/5P1-2006-JL-PL-518-vue-aerienne-des-champs-de-cannes-a-sucre-.jpg 1538w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/5P1-2006-JL-PL-518-vue-aerienne-des-champs-de-cannes-a-sucre--300x181.jpg 300w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/5P1-2006-JL-PL-518-vue-aerienne-des-champs-de-cannes-a-sucre--768x463.jpg 768w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/5P1-2006-JL-PL-518-vue-aerienne-des-champs-de-cannes-a-sucre--1024x618.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3114\" class=\"wp-caption-text\">Sainte-Suzanne: vista a\u00e9rea dos campos de cana-de-a\u00e7\u00facar na zona de Grand Hazier e Bel Air. Jean Legros. 1955-1960. Fotografia.<br \/>Cole\u00e7\u00e3o privada de Jean Legros (1920-2004). Todos os direitos reservados.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: left;\">Durante muito tempo coberta por florestas, Grand Hazier, cujas \u00e1rvores desapareceram praticamente todas desta \u00e1rea pr\u00f3xima da costa, deu lugar, para al\u00e9m das culturas que se estendiam pelos 120 hectares que compunham a propriedade, a v\u00e1rios pomares: l\u00edchias, mangueiras, caj\u00e1-manga, \u00e1rvore-do-p\u00e3o, abacateiros, amendoeira-da-praia, palmeiras, cafeeiros, mangost\u00f5es, etc. \u2014 in\u00fameras \u00e1rvores de fruto que perfumavam a propriedade e ritmavam as esta\u00e7\u00f5es do ano<span class=\"NOTE_MARKER\" rel=\"0.4256666819317604\" aria-label=\"ADR, 4Q250, Adjudica\u00e7\u00e3o de 12 de julho de 1894.\">&nbsp;<\/span>. Trinta pessoas trabalhavam nas culturas da propriedade.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3112\" aria-describedby=\"caption-attachment-3112\" style=\"width: 459px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Une-des-allees-du-verger--e1600068567255.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"taille-initiale wp-image-3112 size-full\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Une-des-allees-du-verger--e1600068567255.jpg\" alt=\"\" width=\"459\" height=\"650\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3112\" class=\"wp-caption-text\">Uma das alamedas no pomar. 1903. Fotografia.<br \/>Cole\u00e7\u00e3o privada da fam\u00edlia Chassagne. Todos os direitos reservados.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: left;\">Marie Eug\u00e9nie Deshayes morreu sem descendentes apesar dos seus tr\u00eas casamentos, deixando aos seus doze herdeiros a tarefa de vender as suas numerosas propriedades espalhadas por toda a ilha. Em 1894, o Grand Hazier foi comprado por Ernest Vinson<span class=\"NOTE_MARKER\" rel=\"0.07015516939695854\" aria-label=\"Filho de Jean Elie Vinson, Comiss\u00e1rio da Pol\u00edcia e de Marie Gertrude Ad\u00e9la\u00efde Ducastaing e sobrinho de Fran\u00e7ois Auguste Vinson, m\u00e9dico. Publicou uma mem\u00f3ria que apresentou \u00e0 jovem Academia Real de Medicina criada em 1820, demonstrando a capacidade transmiss\u00edvel da c\u00f3lera. Foi o autor de muitas obras de refer\u00eancia sobre medicina tropical.\">&nbsp;<\/span>, que j\u00e1 possu\u00eda a propriedade de La Convenance<span class=\"NOTE_MARKER\" rel=\"0.583588059606039\" aria-label=\"Situada em Sainte-Marie.\">&nbsp;<\/span> e uma propriedade em Chemin des Magasins em Sainte-Suzanne<span class=\"NOTE_MARKER\" rel=\"0.7248480279595748\" aria-label=\"Atualmente La Marine\">&nbsp;<\/span>, preferindo permanecer na sua propriedade em Sainte-Marie e deixando a gest\u00e3o de Grand Hazier a Marie Joseph Vincent de Paul F\u00e9r\u00e9ol Eug\u00e8ne L\u00e9pervanche<span class=\"NOTE_MARKER\" rel=\"0.6704099410549408\" aria-label=\"Descendente de Fran\u00e7oise Ch\u00e2telain por Marie Anne Grayell.\">&nbsp;<\/span>.\u00a0 Sem descendentes diretos, os seus numerosos herdeiros venderam o Grand Hazier e muitas outras parcelas de terra para fins financeiros. A empresa L\u00e9pervanche &amp; Cie adquiriu a propriedade e vendeu-a a Albert Chassagne em 1903.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Albert Chassagne \u00e9 descendente de uma fam\u00edlia de Bord\u00e9us que chegou \u00e0 Reuni\u00e3o em 1825. Engenheiro de forma\u00e7\u00e3o, comprou o Grand Hazier depois de ter gerido a f\u00e1brica de a\u00e7\u00facar em Quartier-Fran\u00e7ais. Em 1899, era o respons\u00e1vel pelo estabelecimento quando este foi destru\u00eddo por um inc\u00eandio mortal que provocou, entre outros, a morte do supervisor da destilaria Tristan de Bernardy de Sigoyer, bem como de duas das filhas que tinham vindo em seu aux\u00edlio. A terceira filha de Tristan de Bernardy de Sigoyer<span style=\"font-size: 1rem;\"><span class=\"NOTE_MARKER\" rel=\"0.974344945559896\" aria-label=\"Descendente de Fran\u00e7oise Carr\u00e9 e Suzanne e Marie Esparon, filhos de Fran\u00e7oise Ch\u00e2telain esposa de Augustin Panon.\">&nbsp;<\/span>, Marie Jos\u00e8phe L\u00e9onie Beno\u00eete, casou com Albert Chassagne em 1900.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_3116\" aria-describedby=\"caption-attachment-3116\" style=\"width: 1000px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Albert-et-L\u00e9onie-et-leurs-enfants-.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3116 size-full\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Albert-et-L\u00e9onie-et-leurs-enfants-.jpg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"673\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Albert-et-L\u00e9onie-et-leurs-enfants-.jpg 1000w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Albert-et-L\u00e9onie-et-leurs-enfants--300x202.jpg 300w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Albert-et-L\u00e9onie-et-leurs-enfants--768x517.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3116\" class=\"wp-caption-text\">Albert e L\u00e9onie e os seus filhos. Placa de vidro.<br \/>Cole\u00e7\u00e3o privada da fam\u00edlia Chassagne. Direitos Reservados.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: left;\">A partir de 1911, empreendeu a reconstru\u00e7\u00e3o da casa em mau estado que tinha sido constru\u00edda pela fam\u00edlia de Nas de Tourris. O lado inovador desta casa n\u00e3o deixa de lembrar que Albert Chassagne era um engenheiro de forma\u00e7\u00e3o pleno de iniciativas. A estrutura met\u00e1lica e as fossas s\u00e9pticas logo chegariam \u00e0 ilha, ao passo que o vidro, os tubos de ferro fundido e v\u00e1rios materiais foram adquiridos localmente. Desde o in\u00edcio do s\u00e9culo XX, cultivou cana-de-a\u00e7\u00facar, ylang-ylang, baunilha, bem como v\u00e1rias culturas alimentares como a mandioca, o milho e as ervilhas que as complementavam.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3122\" aria-describedby=\"caption-attachment-3122\" style=\"width: 1000px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/La-nouvelle-maison-1.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3122 size-full\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/La-nouvelle-maison-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"671\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/La-nouvelle-maison-1.jpg 1000w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/La-nouvelle-maison-1-300x201.jpg 300w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/La-nouvelle-maison-1-768x515.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3122\" class=\"wp-caption-text\">Fachada principal. Circa 1930-1935. Placa de vidro.<br \/>Cole\u00e7\u00e3o privada da fam\u00edlia Chassagne. Direitos reservados.<\/figcaption><\/figure>\n<figure id=\"attachment_3555\" aria-describedby=\"caption-attachment-3555\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Grand-Hazier-aujourdhui.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3555 size-full\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Grand-Hazier-aujourdhui.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"768\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Grand-Hazier-aujourdhui.jpg 1024w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Grand-Hazier-aujourdhui-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Grand-Hazier-aujourdhui-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3555\" class=\"wp-caption-text\">A fachada principal hoje em dia. Claude Rossignol. Janeiro de 2019. Fotografia.<br \/>Claude Rossignol. Todos os direitos reservados.<\/figcaption><\/figure>\n<figure id=\"attachment_3118\" aria-describedby=\"caption-attachment-3118\" style=\"width: 1000px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Albert-et-Leonie-posant-sous-le-grand-manguier-du-perron.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3118 size-full\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Albert-et-Leonie-posant-sous-le-grand-manguier-du-perron.jpg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"709\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Albert-et-Leonie-posant-sous-le-grand-manguier-du-perron.jpg 1000w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Albert-et-Leonie-posant-sous-le-grand-manguier-du-perron-300x213.jpg 300w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Albert-et-Leonie-posant-sous-le-grand-manguier-du-perron-768x545.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3118\" class=\"wp-caption-text\">Albert e L\u00e9onie a posar debaixo da grande mangueira na bancada. Fotografia.<br \/>Cole\u00e7\u00e3o privada da fam\u00edlia Chassagne. Todos os direitos reservados.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: left;\">Uma longa estrada ladeada de palmeiras de Madag\u00e1scar leva \u00e0 casa principal. Os pomares foram aprimorados sob a \u00e9gide de Albert Chassagne, h\u00e1 \u00e1rvores magn\u00edficas, esp\u00e9cies de excecional diversidade<span class=\"NOTE_MARKER\" rel=\"0.4702193127877392\" aria-label=\"GOUSSEAU, Sylvie, Beauregard, une plantation de la c\u00f4te au vent, Funda\u00e7\u00e3o para a investiga\u00e7\u00e3o no oceano \u00cdndico, 1981\">&nbsp;<\/span>, o passeio \u00e9 agrad\u00e1vel e sombrio, cruzamos por vezes pandanus, ananases selvagens, palmeiras, cacau, banana, \u00e1rvore-do-p\u00e3o, etc. A lista est\u00e1 longe de ser exaustiva, uma vez que a variedade \u00e9 grande. A horta de dois mil metros quadrados n\u00e3o lhes fica nada aqu\u00e9m com batata doce, beringelas, mandioca, milho e cambares que s\u00e3o t\u00e3o plantados como as esp\u00e9cies mais comuns como saladas, nabos, cebolas e cenouras. Sem esquecer o a\u00e7afr\u00e3o, o combava, a malagueta e o gengibre, principais ingredientes da confe\u00e7\u00e3o de <em>rougails<\/em> e caris<span class=\"NOTE_MARKER\" rel=\"0.3149982788137272\" aria-label=\"Ibid\">&nbsp;<\/span>.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3120\" aria-describedby=\"caption-attachment-3120\" style=\"width: 1000px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Les-ecuries-et-le-chemin-conduisant-au-camp-des-ouvriers.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3120 size-full\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Les-ecuries-et-le-chemin-conduisant-au-camp-des-ouvriers.jpg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"649\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Les-ecuries-et-le-chemin-conduisant-au-camp-des-ouvriers.jpg 1000w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Les-ecuries-et-le-chemin-conduisant-au-camp-des-ouvriers-300x195.jpg 300w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Les-ecuries-et-le-chemin-conduisant-au-camp-des-ouvriers-768x498.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3120\" class=\"wp-caption-text\">Os est\u00e1bulos e o caminho que conduz ao acampamento dos trabalhadores. Por volta de 1930. Fotografia.<br \/>Cole\u00e7\u00e3o privada da fam\u00edlia Chassagne. Direitos reservados.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: left;\">Ap\u00f3s a morte de Albert Chassagne, a vi\u00fava e os filhos formaram uma Sociedade Civil Imobili\u00e1ria, uma empresa que perdura desde 1947, um dos bisnetos do casal Albert Chassagne\/L\u00e9onie Bernardy de Sigoyer tendo assumido o cultivo da cana-de-a\u00e7\u00facar em Grand Hazier. Uma empresa<span class=\"NOTE_MARKER\" rel=\"0.3640470139607628\" aria-label=\"http:\/\/www.lavanilleraie.com\/\">&nbsp;<\/span> produtora de baunilha tamb\u00e9m se instalou precisamente no mesmo local dos antigos est\u00e1bulos e mostra as suas infraestruturas e saber fazer aos muitos turistas que por ali passam.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":5480,"parent":5026,"menu_order":10,"template":"","class_list":["post-5473","documentaire","type-documentaire","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/documentaire\/5473","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/documentaire"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/documentaire"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/documentaire\/5026"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5480"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5473"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}