{"id":11567,"date":"2023-12-19T11:49:41","date_gmt":"2023-12-19T07:49:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/?p=11567"},"modified":"2024-04-09T08:32:21","modified_gmt":"2024-04-09T04:32:21","slug":"my-name-is-february-exposicao-museu-de-villele-18-de-dezembro-de-2023-30-de-outubro-de-2024","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/pt-pt\/my-name-is-february-exposicao-museu-de-villele-18-de-dezembro-de-2023-30-de-outubro-de-2024\/","title":{"rendered":"<em>My Name is February<\/em> <br\/>Exposi\u00e7\u00e3o Museu de Vill\u00e8le\u00a0<br\/>18 de dezembro de 2023-30 de outubro de 2024"},"content":{"rendered":"\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><em>Identidades enraizadas na escravatura<\/em><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">De dia 18 de dezembro de 2023 a dia 30 de outubro de 2024, o Museu hist\u00f3rico de Vill\u00e8le recebe a exposi\u00e7\u00e3o <em>My Name is February&nbsp;(O meu nome \u00e9 February)<\/em> concebida pelo Museu Iziko Slave Lodge na Cidade do Cabo, \u00c1frica do Sul.<\/h2>\n\n\n\n<div style=\"height:65px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"565\" height=\"700\" src=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/My-Name-Is-February-Poster-800x1000_V2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-11836\" srcset=\"https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/My-Name-Is-February-Poster-800x1000_V2.jpg 565w, https:\/\/www.portail-esclavage-reunion.fr\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/My-Name-Is-February-Poster-800x1000_V2-242x300.jpg 242w\" sizes=\"auto, (max-width: 565px) 100vw, 565px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<div style=\"height:81px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>A Ilha da Reuni\u00e3o e a \u00c1frica do Sul partilham uma hist\u00f3ria comum de escravatura. A fim de partilhar esta hist\u00f3ria, o Departamento da Reuni\u00e3o assinou um acordo de parceria com os Museus Iziko da \u00c1frica do Sul. Este acordo inscreve-se no \u00e2mbito do projeto de cria\u00e7\u00e3o do Museu da propriedade e da escravatura na Ilha da Reuni\u00e3o. O acordo resultar\u00e1 num interc\u00e2mbio de exposi\u00e7\u00f5es entre o Museu Vill\u00e8le e o Slave Lodge Museum, duas institui\u00e7\u00f5es patrimoniais que trabalham sobre o mesmo tema, centrado na hist\u00f3ria da escravatura.<br>No final de 2023, os visitantes podem esperar uma s\u00e9rie de exposi\u00e7\u00f5es interdisciplinares. Enquanto os africanos descobrem <em>The Name of Freedom<\/em>\u00a0(<em>O Nome da Liberdade<\/em>), uma exposi\u00e7\u00e3o dos Arquivos departamentais da Ilha da Reuni\u00e3o, desde 1 de dezembro, os visitantes de Vill\u00e8le poder\u00e3o ver <em>My name is Frebruary<\/em> (<em>O Meu Nome \u00e9 fevereiro<\/em>) a partir de 19 de dezembro.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Os escravos foram levados para o Cabo pela Companhia Holandesa da \u00cdndias Orientais com vista a servirem de m\u00e3o de obra for\u00e7ada na col\u00f3nia do Cabo em expans\u00e3o. O primeiro navio carregado de escravos foi enviado em 1658 e desde esse ano at\u00e9 in\u00edcios do s\u00e9culo XIX, mais de 63 000 homens, mulheres e crian\u00e7as foram arrancados aos seus lares situados em Madag\u00e1scar, Mo\u00e7ambique, Zanzibar, na \u00cdndia ou at\u00e9 nas ilhas das \u00cdndias Orientais tais como Sumatra, Java, Celebes, Ternate e Timor (Indon\u00e9sia), para serem levados para o Cabo enquanto escravos.<br>Despossu\u00eddos das suas casas, fam\u00edlias, amizades, cultura, l\u00edngua, religi\u00e3o e identidade, os escravos tornavam-se propriedade de outrem, deixavam de ter qualquer direito sobre os pr\u00f3prios filhos, a sua produ\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o eram controladas, n\u00e3o podiam possuir bens e tampouco fru\u00edam da liberdade de escolher para quem trabalhariam ou o tipo de trabalho que efetuariam.<br>Inicialmente, a Companhia Holandesa da \u00cdndias Orientais era a principal propriet\u00e1ria de escravos do Cabo contudo, com o passar do tempo, cada vez mais cidad\u00e3os livres (chamados \u201cfree burghers\u201d) ocupavam as terras do Cabo onde tamb\u00e9m obrigavam os escravos a trabalhar pelo que, no in\u00edcio do s\u00e9culo XVIII, o n\u00famero de pessoas escravizadas que \u201cpertenciam\u201d a cidad\u00e3os livres aumentou.<br>Os \u201cescravos da Companhia\u201d mantinham, em regra geral, o seu nome \u2013 embora os funcion\u00e1rios se equivocassem na ortografia acrescentando-lhe o nome da sua regi\u00e3o de origem (por exemplo, Abasembie van Zanzibar, Nelanga van Mosambique, Mabiera from Madagascar, Toemat van Sambouwa, Domingo van Malabar etc.) \u2013, ao passo que os cidad\u00e3os livres davam novos nomes aos \u201cseus\u201d escravos, despossuindo-os da sua identidade.<br>Por vezes, os cidad\u00e3os livres escolhiam nomes cl\u00e1ssicos para os escravos, ami\u00fade inspirados em imperadores ou numa figura m\u00edtica, tais como Alexandre, Hector, Tito, An\u00edbal, mas tamb\u00e9m nomes do Antigo Testamento como Ad\u00e3o, Mois\u00e9s, Abra\u00e3o e David, ou ainda nomes rid\u00edculos e injuriosos como por exemplo Dikbeen e Patat. No entanto, v\u00e1rios eram os propriet\u00e1rios que atribu\u00edam aos escravos o nome do m\u00eas em que chegavam ao Cabo, por exemplo February, April e September.<\/p>\n\n\n\n<p>Realizada com base em entrevistas a pessoas cujos apelidos derivam de meses do calend\u00e1rio, esta exposi\u00e7\u00e3o abre uma reflex\u00e3o sobre a forma como o passado esclavagista, frequentemente esquecido e negligenciado, moldou o nosso patrim\u00f3nio, n\u00e3o s\u00f3 no Cabo, mas em toda a \u00c1frica do Sul. Ao contar esta hist\u00f3ria, queremos prestar homenagem \u00e0s milhares de pessoas, desenraizadas \u00e0 for\u00e7a de v\u00e1rias partes de \u00c1frica e da \u00c1sia, que foram trazidas para o Cabo e cujo trabalho contribuiu para a edifica\u00e7\u00e3o de cidades, aldeias e explora\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas na \u00c1frica do Sul.<br><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-text-align-left\"><strong>\u00abSe decidir deitar-se, ficar\u00e1 deitado. Mas cabe-lhe a si decidir erguer-se \u2013 e eis as hist\u00f3rias das pessoas que se ergueram. S\u00e3o hist\u00f3rias de esperan\u00e7a.\u00bb <\/strong><span style=\"text-align: right; color: #333333; font-size: 1rem;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Arcebispo Em\u00e9rito Desmond Tutu<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<div style=\"height:34px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Identidades enraizadas na escravatura De dia 18 de dezembro de 2023 a dia 30 de outubro de 2024, o Museu hist\u00f3rico de Vill\u00e8le recebe a exposi\u00e7\u00e3o My Name is February&nbsp;(O meu nome \u00e9 February) concebida pelo Museu Iziko Slave Lodge na Cidade do Cabo, \u00c1frica do Sul. 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