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Paulin Ismard na Reunião: três conferências para refletir e transmitir a história da escravatura

Por ocasião do 25.° aniversário da lei Taubira e, em paralelo, o arranque das obras do futuro museu consagrado à escravatura, o Departamento da Reunião e o museu histórico de Villèle abrem um novo momento de reflexão e diálogo relativo à história da escravatura com Paulin Ismard, professor de Antiguidade na École des Hautes Études en Sciences Sociales, especialista reputado de história da escravatura, que coordenou, designadamente, a obra coletiva Les Mondes de l’esclavage.

A escravatura atravessou a história do mundo e da Humanidade

A escravatura não é exclusivamente uma realidade das sociedades coloniais modernas, tendo existido sob diversas formas em inúmeras sociedades e em diferentes períodos da história. Estudar essas experiências permite conhecer melhor os mecanismos comuns de dominação e a singularidade de cada sistema esclavagista.
As conferências de setembro de 2026 visam expandir o espaço de reflexão relativo ao tema da escravatura através de uma abordagem comparativa entre a escravatura na Grécia Antiga e a escravatura colonial em Bourbon. Em contextos históricos, económicos, jurídicos e sociais extremamente diferentes, o desafio reside em revelar as diversas maneiras de definir a condição servil, as relações entre a escravatura e a liberdade, as formas de dominação, as resistências, os processos de emancipação e os legados deixados pelas sociedades esclavagistas.

Três encontros para vários públicos

9 de setembro: conferência às 17h45 no Centre culturel Le Sud, em Saint-Pierre, destinada a professores.
Inscrição: reservationenseignant@gmail.com

10 de setembro: encontro às 17h45 na Université de La Réunion, Faculté des Lettres et Sciences Humaines – Anfiteatro Élie, em Saint-Denis, acesso livre.

11 de setembro: diálogo entre história global e história da Reunião com Paulin Ismard e Prosper Ève às 17h45 no Centre culturel Le Sud, em Saint-Pierre. Inscrição: reservationtoutpublic@gmail.com.

Uma visita ligada à construção do museu da história da escravatura

Esta programação é uma forma de dar vida, desde hoje, às questões a que o futuro museu deverá responder: como contar a história da escravatura? Como articular história local e história mundial? Como dar a ouvir a experiência das pessoas escravizadas? Como transmitir esta história às novas gerações?

Vinte e cinco anos após a lei Taubira

Vinte e cinco anos após a aprovação da lei Taubira, o desafio consiste em, para além de reconhecer a história do tráfico de escravos e da escravatura, continuar a conhecê-la, documentá-la, transmiti-la e debatê-la.

Paulin Ismard é professor de Antiguidade na EHESS.
Especialista das sociedades gregas antigas, trabalha designadamente no âmbito das instituições políticas, do direito, da cidadania e da escravatura. A sua pesquisa debruça-se especialmente sobre o elo entre liberdade e escravatura nas sociedades antigas, bem como sobre a forma como estas duas noções se definem mutuamente. É autor de diversas obras consagradas à democracia ateniense e à escravatura, tendo igualmente dirigido a obra Les Mondes de l’Esclavage, uma vasta reflexão coletiva dedicada à história comparada das sociedades esclavagistas.

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