Apaixonada pela transmissão do saber, consagrou a sua vida ao ensino e à investigação, tendo formado inúmeras gerações de estudantes. Enquanto especialista nas questões relativas ao género, o seu trabalho contribuiu consideravelmente para a compreensão da história da educação e da condição das jovens em Madagáscar, designadamente nos períodos colonial e pré-colonial.
Para além da sua exigência intelectual, as pessoas que com ela conviveram evocam uma mulher atenciosa, generosa e profundamente comprometida com a vida universitária. Ela possuía igualmente uma sensibilidade artística, que se materializava através da pintura, representando uma visão pessoal da cultura malgaxe.
Da Professora Jacqueline Ravelomanana-Randrianjafinimanana fica a imagem de uma professora devotada e de uma investigadora cuja dedicação continuará a inspirar o mundo académico malgaxe.
Em 2025, o museu histórico de Villèle teve a honra de solicitar o seu contributo para o corpus de documentos científicos do seu site dedicado à história da escravatura no oceano Índico. O seu artigo, intitulado “A escravatura em Madagáscar. Os escravos reais que esquecemos.” foi publicado no portal internet do museu por ocasião da celebração da abolição da escravatura na Ilha da Reunião, a 20 de dezembro.