No âmbito do Dia nacional da memória do tráfico de escravos, da escravatura e da abolição, o museu histórico de Villèle apresenta uma exposição que reúne peças inéditas, recentemente adquiridas, e apresentadas ao público pela primeira vez aquando da celebração de 20 de dezembro de 2025. Esta exposição insere-se igualmente no contexto de um ano simbólico que assinala o aniversário da lei Taubira, que reconhece o tráfico de escravos e a escravatura como crimes contra a humanidade.
Instalada no primeiro andar da antiga casa senhorial, a exposição coloca em destaque objetos que atestam a história da escravatura. Adquiridas recentemente, estas peças enriquecem as coleções do museu e contribuem para compreender melhor as realidades históricas, reforçando, ao mesmo tempo, o trabalho de memória realizado pela instituição.
A exposição convida a descobrir designadamente:
- uma maquete do navio Le Mercure, que evoca as rotas e as condições do tráfico de escravos;
- grilhões, vestígios materiais da submissão;
- armas relacionadas com o tráfico;
- uma escumadeira de açúcar, artefacto do sistema de produção colonial;
- uma aguarela inédita que representa a propriedade de Rivière du Mât, realizada por Xavier Le Juge de Segrais, por volta de 1900.
Através destes objetos, que vieram recentemente incrementar as coleções do museu, a exposição visa dar visibilidade às realidades, amiúde ausentes das narrativas, e alimentar uma reflexão sobre os legados da escravatura na sociedade contemporânea. Insere-se na vontade do museu histórico de Villèle de espoletar um diálogo entre a história, a memória e a cidadania, dando o devido destaque às vozes e aos vestígios do passado.















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